segunda-feira, 30 de junho de 2008
Playtech - Dicas Musicais
Video aula de guitarra. Muito interessante!! Também tem arquivos pdf pra baixar.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Banda: fazendo a lição de casa ---- Por Renata Sturm
Cheios de boas intenções, mas mal-preparados. Muitos grupos de louvor acabam se dissolvendo em conflitos internos de menor interesse antes mesmo de dar os primeiro frutos. Esta história não precisa ser a do seu (futuro) grupo — isto é, se você fizer a lição de casa. “Os músicos tentam se realizar musicalmente tocando na igreja. Esta conduta é o prenuncio da ruína de uma banda”, diz o produtor e arranjador musical Maurício Abachioni, membro da Igreja Comunidade da Graça. Abachioni sabe o que diz. Mesmo apreciando o grupo de louvor da sua congregação, ele se realiza musicalmente como membro de uma banda que toca músicas típicas européias. Para o produtor, vários conflitos entre os membros de um grupo de louvor podem ser evitados quando cada integrante sabe a sua função. “Uma banda de fundo de garagem só tem que se preocupar com a performance; já a de louvor precisa saber que seu papel é colaborar com a igreja, motivá-la a participar da música”. Fácil de falar, difícil de pôr em prática.
O foco principal dos músicos de uma igreja deve ser sempre a melodia cantada, explica o produtor, pois esse é o canal de participação com o público. “O músico precisa ser humilde e saber que seu papel é acompanhar os membros da igreja”, diz Abachioni.
Outro erro comum que até os músicos mais experiente cometem é querer reproduzir no púlpito as gravações de um CD, com solos virtuosos, passagens dissonantes e longas introduções. Diante disso, Abachioni aconselha o que parece óbvio, mas que muitas bandas de louvor insistem em ignorar: “sempre adapte as músicas ao estilo da sua igreja. O tom cantado pelo intérprete pode ser alto demais para as mulheres ou baixo demais para os homens. A ‘cantabilidade’ é o mais importante”. E o mais difícil: “escolha as músicas certas e deixe de lado suas influências musicais”.
Na prática – Com isso em mente, não são necessários muitos recursos técnicos e instrumentais para obter sucesso. Segundo o produtor, três elementos — harmonia, ritmo e melodia — e dois instrumentos já dão conta do recado. Para a harmonia, use violão ou teclado; para o ritmo, bateria, percussão ou baixo; e para a melodia, voz. Simples assim? “Seria se cada membro do grupo soubesse qual é a sua função e a exercesse bem. Conjuntos pequenos não raro são mais funcionais que os grandes”, afirma.
O ensaio é outra parte importante para que os papéis de cada integrante estejam bem definidos. E nada de ensaios longos demais! O importante é a qualidade. Se a sua banda ainda é novata, faça uma lista de 15 músicas e as pratique até serem capazes de tocá-las de olhos fechados. “Ensaiar diferentes músicas para cada culto é perda de tempo, pois a banda não tocará bem nenhuma delas”, diz Abachioni. Para não perder muito tempo, prepare em casa um mapa de cada música. Nele você poderá indicar tamanho da introdução, voltas, corpo e fim da música. Fazer dois ensaios — um com os vocais e outro com os músicos — também evita que membros da banda fiquem ociosos. O ideal é cada grupo ensaiar separadamente e depois juntos para criar a harmonia. “Abandone suas vaidades, não se preocupe tanto com o seu retorno, escute os outros instrumentos e garanta uma banda bem-sucedida e saudável”. Eis uma boa sugestão.
Renata Sturm é jornalista
Fonte: http://www.vineyardmusic.com.br/treinamento-artigos.asp?p=1&idA=95
Clareza no louvor - por Ramon Tessmann
Em um estudo anterior eu comentei sobre os ritmos musicais que utilizamos para louvar a Deus. Apesar de mostrar que os gostos musicais estão relacionados com o lugar onde nascemos e crescemos (cultura), defendo veementemente a clareza que nós, como músicos cristãos, devemos ter em nossos cânticos.
A questão da clareza dos cânticos que entoamos nas comunidades tem sido um assunto polêmico, como muitos outros. Eu vou tentar através de alguns tópicos, esclarecer melhor estes temas para que os irmãos venham a ter um maior entendimento sobre assuntos muitas vezes não são encontrados nas Escrituras.
Bem, muita gente têm questionado sobre a clareza de estilos musicais como o Heavy Metal o Rock pesado, etc, e eu muitas vezes assim o faço. É difícil imaginar que alguém consiga louvar a Deus num ambiente tão barulhento, bagunçado e infelizmente em alguns casos violentos. Muitas igrejas têm se transformadas em casas de shows que se assemelham em muito com às do mundo. Isto sem contar o volume da música e às vezes a qualidade instrumental e qualidade dos músicos que é muito baixa.
Bem, se alguém, ao ler este estudo, achar que estou sendo duro demais ou tendo a "mente fechada", te convido a irmos às Escrituras Sagradas. A Bíblia relata que quando Moisés descia do monte com as tábuas da lei, ele e Josué ouviram um cântico que criou confusão, e que trouxe dúvidas ao próprio Josué. Ele não conseguiu compreender o cântico naquele momento: "Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse Moisés: há um alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço. Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte..." ·
Sabe o que foi que aconteceu nesta história? Moisés não conseguiu discernir o que era aquela algazarra, por causa do barulho e da bagunça que estava acontecendo. Eles só conseguiram entender quando se aproximaram do arraial. Moisés não poderia dizer se aquilo era louvor a Deus ou não. Eu te pergunto: Será que isto está acontecendo em nossos dias? Querido irmão, poderia a Bíblia ser mais clara?
Se você deseja louvar a Deus ou evangelizar um público não cristão, pelo menos use a tua música com clareza para atingir o teu propósito. Certa vez, um irmão me disse: "Nós também podemos nos divertir depois que aceitamos Jesus". Concordo, mas cantar músicas em ritmo pesado com a finalidade de buscar diversão não é louvar a Deus, na verdade você estará atrás de prazeres para você mesmo! E acredite, você não estará evangelizado se a mensagem da música que você estiver cantando não for clara. Ninguém dará ouvidos à música e sim às batidas da bateria, aos solos e aos gritos do vocalista.
Conclusão
Como eu sempre digo, todos os ritmos estão disponíveis a nós, mas nem todos nos ajudarão a evangelizar ou a criar um ambiente de louvor a Deus. Temos liberdade para utilizarmos todos os ritmos, mas nem todos serão apropriados para determinadas ocasiões. É neste ponto que os músicos devem ter sabedoria para ouvir a voz de Deus e pedir direção a Ele.
Um abração em Cristo Jesus e até a próxima,
Ramon Tessmann
www.ramontessmann.com.br
Fonte: www.adorando.com.br
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Levitas dão frutos para a eternidade
| Levitas dão frutos para a eternidade Por Sóstenes Mendes |
“Levita não é o músico, mas todo aquele disposto a servir.”
Gosto sempre de lembrar: levita não é o músico, mas todo aquele disposto a servir. Não existe uma importância maior para o músico no Reino de Deus. Tanto o que toca, quanto o que abre a porta ou limpa o chão, servindo ao Senhor, é levita.
Quero relembrar também que a glória da presença de Deus é trazida no ambiente, pelos levitas. A presença de Deus em nosso meio não se dá por nenhuma das nossas programações, liturgias, idéias, enfeites ou recursos materiais, mas pela vida dos levitas.
Se eu decido viver para servir ao Senhor e aos irmãos, então o Espírito de Deus começa a se manifestar de uma forma tão intensa que a glória de Deus vem cada vez mais intensa e poderosa.
Os levitas podem dar muitos frutos, cada um de acordo com o talento que recebeu de Deus. As igrejas podem desenvolver maravilhosos projetos e idéias, podemos construir muitas coisas, mas tudo o que produzirmos nesta terra ficará aqui mesmo, não durará para sempre. Só há um fruto que os levitas podem produzir para a eternidade. Só há uma missão ou projeto da igreja local que permanecerá para sempre. Só há um trabalho que vale a pena investirmos.
Vidas
Se nós, como levitas do Senhor, usarmos os talentos para alcançarmos vidas, caminharmos com elas ensinando a Palavra, edificando o Corpo de Cristo, então estaremos produzindo frutos eternos. Todos os recursos físicos que precisamos virão do Senhor para nós. Não precisamos nos ocupar em ajuntar, construir, fazer, realizar...
Conheço muitas igrejas em todo o mundo. Vejo muitas delas, inclusive bem perto de nós, que se ocupam demais em construir e ampliar o patrimônio, são igrejas e ministérios que não “armazenam” frutos na eternidade.
Mas conheço também muitas igrejas que estão crescendo e sendo tremendamente usadas por Deus para o resgate de milhares de vidas. Elas também constroem, pois a cada dia precisam de mais espaço para comportar as vidas, mas a prioridade continua sempre sendo as vidas. Precisamos estar na presença do Senhor para recebermos mais e mais unção e poder, a fim de sermos autoridades espirituais, resgatando e instruindo muita gente, no caminho santo da vida cristã.
Parece que estes objetivos de vida não têm muito haver com os músicos. Vemos sempre os músicos envolvidos em gravações, shows, projetos e projetos... Meus irmãos, todos os frutos que podemos produzir com nossas mãos, se não forem simples instrumentos para abençoar vidas, então serão queimados como palha no fogo. Somente as vidas transformadas pelo Espírito Santo através de nós, serão frutos eternos.
De que me importa produzir tanto nesta Terra e não poder apresentar meus frutos na eternidade? Quero usar os talentos que recebi do Senhor, para que Ele possa realizar Seu maior desejo: salvar vidas. Quero ser alguém que quando toca ou canta, gera o mover de Deus para transformação de vidas. Quero ser um canal de salvação e edificação.
Não quero passar minha vida “realizando coisas” Não quero me gastar em projetos, quero me gastar nas mãos do Senhor para edificação de vidas, frutos eternos. Como levita do Senhor, o que você tem produzido para o Reino? Os frutos que brotam da tua vida são frutos eternos ou passageiros?
É claro que executaremos muitos projetos terrenos, dirigidos pelo Senhor. Porém todos os projetos precisam ter um só objetivo: alcançar e discipular vidas! Os ministérios de música das igrejas precisam entender cada dia mais a função espiritual dos levitas e da própria música. Enquanto servimos ao Senhor com nossos talentos musicais, gerando louvor e adoração, não produzimos apenas arte, mas produzimos palavras e sons proféticos que geram o mover da Palavra, o mover do próprio Jesus.
Desafio você a se reunir com o departamento, ou o ministério ao qual pertence em sua igreja e ter um tempo de oração e busca diante do Senhor. Clamem a Ele pedindo mais e mais sabedoria quanto às atividades que lhes tomam o tempo. Declaremos juntos ao Pai: Senhor, queremos ocupar toda a nossa vida em projetos vindos do céu para salvação e edificação de vidas. Queremos ser levitas de verdade. Queremos produzir frutos para a eternidade!
Pastor do Projeto Adoradores – BH
Sóstenes Mendes
http://www.projetoadoradores.org.br
http://www.projetoadoradores.org.br
terça-feira, 4 de setembro de 2007
A Importância de Qualidade Musical Na Igreja
Por Raquel Emerick E no Tabernáculo de Davi? Havia qualidade musical? Havia divisão de vozes? Havia vários instrumentos? Havia ensaios?
Querido leitor, eu quero levá-lo a ver algumas verdades sobre a necessidade de usar a música com qualidade para a glória de Deus!
Se você ler cuidadosamente os livros das Crônicas, você conseguirá observar estes detalhes preciosos. Quero aqui neste breve artigo ressaltar duas partes deste livro que me chamam mais a atenção.
No capítulo 15 do primeiro livro, lemos, a partir do verso dezesseis:
“E disse Davi aos chefes dos levitas que constituíssem, de seus irmãos, cantores, para que com instrumentos musicais, com alaúdes, jarpas e címbalos, se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria. Designaram, pois os levitas a Henâ (...) Asafae (..) Etã (...)”
“E os cantores, Hemã, Asafe e Etã, se faziam ouvir com címbalos de metal; E Zacarias, Aziel, Semiramote, Jeiel, Uni, Eliabe, Maaséias, e Benaia, com alaúdes, sobre Alamote. E E Matitias, Elifeleu, Micnéias, Obede-Edom, Jeiel, e Azazias, com harpas, sobre Seminite, para sobressaírem. E Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo de dirigir o canto; ensinava-os a entoá-lo, porque era entendido” (v. 19-22)
Talvez sua Bíblia já tenha traduzidos os termos Alamote e Seminite, por exemplo. (várias Bíblias hoje já são assim). Se a sua for uma delas, você vai poder confirmar o que vou dizer.
O termo Alamote, do orginial significa SOPRANO, e Seminite, significa TOM DE OITAVA.
Algumas Bíblias até tem a tradução de Alamote como com alaúdes, em voz de soprano, e de Seminite como em voz de baixo, para conduzir o canto.
A Bíblia amplificada chega a comentar sobre Alamote: “Provavelmente as vozes agudas, da Clave de Sol”
E de Seminite: “Provavelmente as vozes graves, da Clave de Fá”.
O versículo 22 diz que Quenanias era entendido, em outra versão, era ‘perito’ no canto. Outra ainda diz que ele era o ‘regente do coral, pois era um músico habilidoso’.
Temos algumas interpretações diferentes para nós hoje, devido ao fator tempo, instrumentos musicais, termos não definidos, etc. Mas mesmo assim, uma coisa podemos afirmar sem medo de errar: Havia qualidade, havia postos designados, ensaiados, diversidade de instrumentos, de vozes e arranjos dos mesmos. Por que hoje há tanto problema com relação a pessoas que não querem estudar música, que são contra ensaios e não querem aprimorar o dom que o Senhor lhes deu? Estes dons serão cobrados um dia, e deverão ser multiplicados (ver Mt. 25:14-29 ).
Outra passagem de I Crônicas é do capítulo 25, versos 6 e 7:
“Todos estes estavam sob a direção de seu pai, para a música da casa do Senhor, com saltérios, címbalos e harpas, para o ministério da casa de Deus; e Asafe, Jedutum, e Hemã, estavam sob as ordens do rei. E era o número deles, juntamente com seus irmãos instruídos no canto ao Senhor, todos eles mestres, duzentos e oitenta e oito”.
Neste tempo havia um coral de 288 vozes! E não somente vozes não trabalhadas, mas MESTRES, peritos no canto a Deus!
Continue desenvolvendo seu dom no Senhor! Esse é nosso chamado como ministros ao Senhor com a música. O que possui um dom deve se esmerar no que faz. Aquele que ensina, deve estudar, aprimorar-se, etc. O que prega, deve buscar a cada dia mais. E o que usa a música como ferramenta de adoração, também de estudar e sempre melhorar no que faz, sabendo que um dia lhe será cobrado, e ciente também, de que se veio do Senhor, para Ele, e a Ele somente, é devida toda a glória.
Deus te abençoe.
Em Cristo,
Raquel
Fonte: http://www.linksdejesus.com/artigos.asp?nart=241
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Carta Aberta para Compositores - Por Brian McLaren
Companheiros compositores, companheiros adoradores, líderes de adoração, companheiros músicos/artistas e seguidores de Jesus:
Durante os últimos anos tenho tido o privilégio de estar ´na estrada´ falando com jovens líderes que estão ‘emergindo’. Acho que fui convidado a falar para eles para cumprir alguma cota de responsabilidade dos que passaram a casa dos 40 anos, e também porque muitos dos ‘líderes em emersão’ estão lidando com o tema da pós-modernidade – tema esse que me fez perder os cabelos, e sobre o qual tenho escrito alguns livros.
Em casa, sirvo como pastor de uma igreja que tem o compromisso de entrar na transição pós-moderna e lidar com esses assuntos com ousadia e confiança. Digo ´ousadia e confiança´ sabendo que ainda não existem mapas para guiar a igreja nesta aventura – então, não sabemos exatamente aonde estamos indo, mas estamos tentando seguir Jesus. Acho que nos sentimos como os filhos de Israel, que deixaram o Egito da modernidade e cruzaram o Mar para o deserto – estamos confiando que uma nuvem e um pilar de fogo, enviados por Deus, nos guiarão de dia e de noite.
Um dos benefícios extras em viajar muito, como músico, é que tenho a oportunidade de ouvir dezenas de bandas e líderes de louvor. E tenho gastado, literalmente, horas em cada evento, sendo liderado na adoração. São várias as observações e afirmações que eu poderia compartilhar com você, que é líder de louvor. Existem tantas tendências encorajadoras, além de alguns problemas persistentes, mas uma tendência realmente sobressai sobre todas as outras. O que vou dizer agora, na verdade, é mais um pedido do que uma observação: um pedido para que os compositores do nosso meio explorem e então liderem a um novo território – nas letras das músicas e também espiritualmente.
Escutamos muitas reclamações sobre música fraca, letras repetidas e teologicamente ralas (e outras coisas) no mundo da música cristã contemporânea. Algumas dessas reclamações vêm de pessoas que, no fundo, gostariam que de voltar a cantar hinos, como nos anos 50 (1850 ou 1950 – você escolhe). Não estou interessado em reclamar e tenho pouco interesse nos anos 50 (talvez me interesse por 2050). O que eu quero dizer é que muitos de nós acreditamos que estamos entrando (ou que já entramos) num período significativo – tanto teologicamente, como culturalmente e espiritualmente – e talvez historicamente tão significativo quanto o período de Reforma, quando o mundo medieval abriu o caminho para o mundo moderno.
Agora, enquanto o moderno abre o caminho para o mundo pós-moderno, temos expectativas para ver uma revolução teológica (finalmente nos ajudando a ser mais bíblicos e mais espirituais, mais efetivos em nossa missão – e, por favor, Deus, mais claros em relação a qual é a nossa missão).
Mas, aqui é onde pega. No mundo moderno, a teologia foi feita por estudiosos e foi expressa em livros e preleções. No mundo pós-moderno, muitos de nós acreditamos que os estudiosos terão que deixar a biblioteca com mais freqüência para se misturarem mais com o resto de nós. Os melhores deles vão se unir com mãos e corações aos poetas, músicos, produtores de filmes, atores, arquitetos, paisagistas e decoradores, dançarinos, escultores, pintores, autores, fotógrafos, web-designers e qualquer outro irmão ou irmã do ramo artístico – não somente para comunicar ao mundo pós-moderno a teologia cristã – mas também para o discernir e o descobrir. Porque uma das maiores transições é a do cérebro esquerdo para o cérebro inteiro, do reduzido raciocínio analítico para uma teologia holística abrangente – uma teologia que trabalha na mente e no coração, no entendimento e na imaginação, na proposição e na imagem, na clareza e no mistério, na explicação e na narração, na exposição e na expressão artística.
Nossos compositores poderiam fazer um papel espiritual chave, enraizando mais desta teologia holística em nosso povo. Mas infelizmente eu tenho sentado e participado de vários períodos extensos de louvor ao redor do país e sinto que nossas letras de músicas não estão nos guiando até esse novo território. Em alguns instantes, na verdade, estão nos segurando. Por favor, POR FAVOR, não escute isso como crítica, mas como uma sugestão – ´gentil, mas feita de coração´ – para mudança.
Vamos ser específicos: uma quantidade exagerada das nossas letras são até embaraçosas e pessoais – sobre Jesus e eu. Intimidade pessoal com Deus é um passo maravilhoso acima do dogma, que é frio, abstrato e inflexível. Mas não é a história completa. De fato – e talvez isso choque – a intimidade não é o ponto central no novo mundo em surgimento, pós-moderno. Uma música conhecida que tenho ouvido em muitos períodos de louvor nos últimos anos (que inclusive cantamos em Cedar Ridge, onde sou pastor) fala que adoração é ´tudo sobre Você, Jesus´, mas, à parte desta frase, sinto que adoração e Cristianismo em geral tornaram-se ´tudo a respeito de mim, mim, mim´. Se você duvida do que estou falando, preste atenção na próxima vez que estiver cantando num período de louvor. É a respeito de como Jesus me perdoa, me dá segurança, me faz sentir a sua presença, me fortalece, me abraça, me toca, me renova, etc., etc. Sim, tudo isso é bom. Mas, se um marciano viesse a Terra para nos observar, acho que observaria uma das duas opções: a) Estas pessoas são um pouco disfuncionais e precisam de terapia do ‘abraço’ (o que é irônico, porque os cristãos são as pessoas financeiramente mais estáveis no mundo, que foram abençoadas em todos os aspectos muito mais do que qualquer outro grupo na história), ou b) Estas pessoas não ligam nem um pouco para o resto do mundo, e sua religião/espiritualidade faz com que elas sejam tão egoístas quanto os ‘não-cristãos’, porém, em termos espirituais e não materiais. (Vale a pena ler esta última frase novamente!).
Eu acho que nenhuma das duas opções é tão verdadeira como aparenta para um ET, mas acho que nós, compositores, continuamos fazendo músicas deste tipo porque pensamos que é isso que as pessoas querem e precisam. O que assusta é que embora eu não ache que as observações são completamente verdadeiras, sei que podem se tornar, a menos que façamos alguma coisa para corrigir isso e procurar por um equilíbrio melhor.
É embaraçoso admitir, mas alguns de nós neste momento estão pensando: ´Se composição espiritual não é a respeito de uma intimidade profunda e pessoal com Deus, o que mais nos resta?”
Deixe-me oferecer uma lista de temas bíblicos que acredito serem interessantes para explorarmos em nossas letras. Você ficará surpreso ao me ouvir falar primeiramente sobre ´escatologia´ – e posso lhe garantir que não estou falando sobre transformar em música o livro mais recente sobre o apocalipse. (Por favor! Não! Não é isso!) Quando digo escatologia (que significa o estudo do fim, ou o alvo para onde todo o universo caminha), eu quero falar sobre a perspectiva bíblica do futuro de Deus, que está nos puxando para Si.
Muitos de vocês que cresceram como eu e aprenderam sobre escatologia no final do modernismo ficarão surpresos ao ouvir que uma nova abordagem de escatologia está surgindo (encabeçada por teólogos como Walter Brueggeman, Jurgen Moltmann e os ´teólogos da esperança”). Esta abordagem não tem mapas ´modernos´ ou previsões incertas, mas está cheia da poesia bíblica de Isaías, Jeremias, Apocalipse – poesia que quando entra em nós, planta uma visão do mundo muito diferente e melhor do que a nossa. E quando esta esperança cresce e enraíza em nós, nos torna agentes dela.
Posso imaginar a alegria sendo expressada em músicas que capturam o espírito de Isaías 9:2-7, 25:6-9, 35:1-10, 58:5-14! Quem escreverá essas canções? Elas precisam ser compostas, porque pessoas precisam de esperança, precisam de uma visão melhor do futuro. Neste mundo triste, conflitante, poluído e fragmentado, as pessoas precisam de imagens de celebração, paz, justiça e plenitude em suas mentes, em sua imaginação – pois é para onde este mundo está sendo movido. Isso é muito maior do que canções sobre mim no céu. Não são imagens de nuvens e ‘etheral’ e outras imagens seculares. Compositores, entrem de cabeça nessas passagens e deixem que o seu coração seja inspirado a escrever músicas de esperança; músicas que coloquem nos corações um sonho do futuro que foi esquecido – o sonho do Reino de Deus que está por vir e a vontade de Deus sendo feito aqui na terra como é feita no céu.
Talvez você fique muito surpreso ao me ouvir sugerir que precisamos de mais músicas de missão. Muitos de nós acreditamos que um senso novo e maior de missão (não somente envio de missionários e não só evangelismo, mas missão como nossa participação na missão de Deus, no Reino de Deus, que é tão maior e grandioso do que os nossos esquemas de auto-expansão organizacional) é o elemento chave necessário para caminharmos no mundo pós-moderno.
Isso toca no coração da nossa cultura consumidora, que é ´tudo a respeito de mim, tudo sobre mim, mim, mim´. Jesus veio não para ser servido, mas para servir – e como Ele foi enviado, assim nos mandou até o mundo. O coração da nossa identidade, como a igreja na nova teologia que está surgindo, não é que somos as pessoas que foram escolhidas para serem abençoadas, salvadas, resgatadas e re-abençoadas. Isso é uma heresia, uma meia-verdade que as nossas músicas estão perigosamente perto de espalhar e enraizar mais e mais nas pessoas. Sem querer, é claro! Mas o coração da nossa identidade como Igreja na nova teologia que está surgindo é que nós somos um povo que foi, como Abraão, abençoado para ser bênção, abençoado para ser capaz de ‘levar a bênção’ para o mundo.
Para muitos de nós, o mundo existe em prol da Igreja. É como se ele fosse uma mina de onde as pessoas são ‘garimpadas’ para construir a Igreja – que é realmente aquilo que importa. Na nova teologia e espiritualidade pós-moderna em surgimento esta imagem é terrível. Serve para espelhar o estupro e a pilhagem que as empresas industriais modernas fazem. Nisso, a igreja é mais uma indústria que tira e toma para seu próprio benefício. É tão diferente da imagem da Igreja como uma comunidade apostólica enviada até o mundo com as mãos, os pés, os olhos, o sorriso e o coração de Cristo. Nós precisamos de canções que celebram esta dimensão ‘missional’ – canções boas e muitas!!!
Como inspiração, precisamos retornar às Escrituras e ler os Profetas e os Evangelhos; sentir o seu coração para o pobre, o necessitado e o quebrantado. Você não acha que estes temas deveriam ser expressos em música? Eles não merecem esta dignidade? Enquanto escrevo, sou tocado por este pensamento: talvez estejamos dando tanta ênfase no papel da música em adoração, que chegamos a ponto de excluir outras opções litúrgicas (poesia, orações históricas, silêncio, leitura de meditação, etc.) e esquecemos o papel de canções no ensino. Lembra que em Colossenses 3 Paulo fala sobre cantar os ensinos de Cristo, uns aos outros, em canções do espírito?
Talvez você fique igualmente surpreso ao me ouvir recomendar para nós re-descobrirmos a espiritualidade cristã histórica nas nossas letras. Como Robert Webber, Thomas Odin, Sally Morgenthaler e outros estão nos ensinando, há uma riqueza nas Escrituras espirituais históricas, incluindo várias orações lindas pedindo para serem traduzidas em canções contemporâneas. Cada era da História tem ricos recursos para oferecer – do período Patrístico ao período Celta e deste para o Puritano. Em cada página de Thomas de Kempis (Imitação de Cristo), em cada oração dos santos medievais há inspiração nos esperando. E quando nós olhamos para as letras repetitivas e ‘formulativas’ que milhões de cristãos estão cantando (porque é isso que estamos compondo, pessoal!), a oportunidade perdida até quebra o coração. Estas ´vozes estranhas´ alargarão os nossos corações e os enriquecerá sem medida – e eventualmente, essas vozes se tornarão as vozes de amigos, de irmãos e irmãs, porque é isso que são quando nós os convidamos para adoração através das canções.
Você ficará menos surpreso ao me ouvir dizer que precisamos de músicas que são simplesmente sobre Deus; músicas onde Deus está sob o holofote, que falam para Ele a respeito do Seu caráter, de Sua glória, não apenas sobre o excelente trabalho que Ele tem feito em prol do meu bem-estar. Similarmente precisamos de músicas que celebrem o que Deus faz para o mundo – o mundo inteiro – não somente para mim ou nós. Se você não faz idéia do que estou falando, leia os Salmos; eles amam celebrar aquilo que o Senhor faz para toda a terra, não apenas para o povo de Israel. Muitas das músicas que precisamos também celebrarão Deus como o Criador – um tema importante nas Escrituras, mas não para a maioria das nossas igrejas.
Sentimos falta de uma boa teologia da Criação na era moderna, e precisamos de compositores/artistas e teólogos para juntarem-se na cultura ‘emergindo’ para celebrar Deus como o Deus da criação – não somente de 15 bilhões de anos atrás (seja qual for o tempo), mas de hoje, de agora. O Deus que sabe quando um pardal cai do céu, que sua glória ainda se reflete num raio, que sua bondade ainda cai como orvalho logo de manhã, que seus mistérios ainda são vistos nas profundezas do oceano e na imensidão do céu, à noite.
Também devo mencionar as músicas de lamentação. A Bíblia está repleta de canções de lamentação, de blues, que são as mais tristes de todas; canções que descrevem a distância agonizante entre o que esperamos ter e o que temos, o que poderíamos ser e o que somos, o que cremos e o que vemos e sentimos. A honestidade até incomoda, e as canções de lamentação nem sempre terminam com um clichê do tipo ´e viveram felizes para sempre´, para aliviar a dor. Às vezes acho que somos até felizes demais, e a única forma de nos tornarmos ainda mais felizes é nos entristecendo ao sentirmos a dor do doente, do pobre desesperado, do enfermo mental, do solitário, dos velhos e esquecidos, da minoria oprimida, da viúva e do órfão. Essa dor deveria ser achada nas nossas músicas, e essas músicas deveriam ser achadas nas nossas igrejas. O amargo fará o doce ainda mais doce. Sem o amargo, o doce se torna enjoativo, e muitos das nossas igrejas se sentam como na ‘Candyland’ (jogo infantil). É muito, pedir que sejamos mais honestos? Sabemos que dúvidas fazem parte da nossa vida. Também a dor e a espera além da desesperança fazem parte da nossa vida. Essas coisas não podem ser refletidas nas músicas das nossas comunidades? Não é verdade que cantar, sem cessar, sobre celebração de vitória perde a sua vitalidade (e até sua credibilidade), se não cantamos também sobre as lutas?
Falando nisso, eu gostaria de fazer algumas observações e pedidos sobre os estilos. Novamente, não estou sendo crítico, mas estou tentando ajudar e tentando oferecer maneiras em que você, com os seus dons, possa servir melhor a Igreja e a nossa missão nestes tempos transitórios. Vou fazê-las em forma de perguntas.
Primeiro, sugiro que nós finalmente e completamente ‘desencanemos’ de usar a versão King James nas novas letras, mesmo que escolhamos mantê-la nas nossas músicas mais antigas. Chega!
Segundo, sugiro que tenhamos cuidado ao usar linguagem bíblica gratuitamente: Sião, Israel, alturas, etc. Se existe uma boa razão para utilizar tal linguagem, tudo bem. Por exemplo, quando elas precisam ser usadas especificamente, com um objetivo, e não apenas para parecermos mais ´espirituais´. Se não, podemos achar linguagem contemporânea e ‘imagens’ que podem comunicar de forma mais precisa, imediata, nova e profunda às pessoas que não têm muito tempo de ‘banco’ na igreja. Então, vamos agir no espírito de 1Coríntios 14, onde a inteligência é virtude cristã para aquele que busca.
Terceiro, sugiro que na era do fundamentalismo Islâmico nós tenhamos cuidado com a linguagem jihad e guerra santa? Acho que existe tempo e lugar para isso, mas não acredito que sejam agora. Todos nós precisamos de uma boa dosagem de paz Anabaptist agora, na minha opinião.
Quarto. Musicalmente, sou o único que gostaria de mais variedade rítmica? Por que é que estou sendo tão abençoado por tantos bateristas e percussionistas criativos por onde quer que eu vá?
Quinto, nossos líderes de louvor não poderiam enriquecer a experiência musical lendo as Escrituras, orações grandiosas da igreja histórica, confissões, credos e poemas com um fundo musical? Talvez você não goste de música rap, mas esse estilo pode ter algo a nos dizer sobre o poder da palavra dita, a bem escolhida palavra. (Nós já temos muitas palavras mal-escolhidas... acho que você concorda.)
E finalmente, nossos compositores não poderiam começar a ler mais poesia boa, versos bons, para que possam ser sensibilizados pelo poder da linguagem, pela graça de uma frase bem montada e pelo deleite de uma imagem recentemente descoberta, a picada ou soco, carinho ou chacoalhada que é possível quando esforçamos e esticamos um pouco mais a palavra que realmente quer ser dita de dentro de nós? Infelizmente, enquanto muitas das nossas músicas melhoram musicalmente, as letras ainda continuam um pouco ´clichês´ – uma palavra ligada a outra, com uma reciclagem revoltante de linguagem plástica e papel re-usado.
Não é que nosso Deus, nossa missão, nossa comunidade são dignos de letras de qualidade sobre o que estamos oferecendo? Agradeço por considerar estas coisas. Eu espero que isso seja o começo de uma conversa importante e contínua.
Seu servo companheiro,
Brian McLaren
Para uma descrição autobiográfica do McLaren, por favor, clique http://www.anewkindofchristian.com/biography.html
Este texto é adaptado de um artigo da revista ‘Worship Leader Magazine’ www.worshipleader.com
Tradução por Greta Lira e revisado por Fabiana Guimarães.
FONTE: http://www.vineyardmusic.com.br/treinamento-artigos.asp?p=1&idA=122
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Meu grupo não tem jeito!!
Um exemplo de fé e perseverança de Ramon Tessmann
http://www.linksdejesus.com/artigos.asp?nart=93
Meu nome é XXXXXXXXXX, membro da igreja XXXXXXXXX (XX) e gostaria de pedir ajuda ao irmão a cerca de um sério problema que temos em nossa igreja: falta de empenho. Acredito que seja difícil achar uma igreja em que as pessoas tenham menos empenho para a obra; brigam para cantar lá na frente, mas são totalmente irresponsáveis com o ministério: chegam atrasados nos ensaios (quando vão), não querem nem ouvir falar de se aprimorar, não respeitam a liderança, enfim, muitas vezes servem de pedra de tropeço para aqueles pouquíssimos que querem alguma coisa. Entra líder, sai líder e não é resolvido o problema. Gostaria de sua ajuda. Em Cristo,
XXXXXXXXX
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Graça e paz de Jesus! Olá xxxxxxxxx,
Obrigado por compartilhar um pouco de tua vida comigo. Bem, vou tentar resumir um pouco o que acontecia em nosso ministério de música há 8 anos atrás. Por favor não se escandalize :-) :
1) Éramos músicos cristãos, mas não tínhamos vida de oração, não orávamos em nenhum lugar e em nenhum momento. Quase todos os membros do grupo sequer sabiam o que era oração;
2) Desrespeitávamos o líder discutindo com ele e falando mal pelas suas costas como se ele fosse um qualquer. Também falávamos mal do pastor quando nossas exigências não eram cumpridas;
3) Brigávamos para tocar, e quando havia dois músicos no mesmo instrumento só faltava cairmos no soco (teve até uma história de um tecladista que jogou o teclado de 20Kg em cima do baterista);
4) Os ensaios para nós eram uma festa. O guitarrista ia mas não levava a guitarra, quando levava não queria tocar. O baixista deixava de ir ao ensaio para jogar futebol e às vezes “ficar” com uma menina, eu só ia para murmurar e o baterista só levava fofoca. Assim eram nossos ensaios;
5) Tocar bem? Não sabíamos o que era isso... aliás, além de sermos ruins éramos orgulhosos (êta turma boa). “Dissonante” para nós era nome de animal;
6) Dízimos e ofertas? Ai do pastor se ele falasse sobre isso com os “levitas”;
7) Lembro das inúmeras vezes que tive que pegar o carro para ir buscar o guitarrista em sua casa, senão ele não vinha no culto ou ensaio (que chique, até chofer).
Bem, este era o cotidiano do nosso “grupo de louvor”. Naquela época eu já pensava: “Essa turma não tem mais jeito, tão tudo perdido!”. Mas Deus construiu um grandioso ministério destas pedras que precisavam ser lapidadas, afinal de contas: “... onde abundou o pecado, superabundou a graça...” (Romanos 5.20)
Meu irmão, vejo que a solução para o teu problema estejam nas palavras: paciência, perseverança, oração e jejum. O ministério de música de tua igreja tem jeito sim, só precisa ser lapidado, tratado, curado. Deus tem poder para isso? É claro... se o nosso grupo foi restaurado creio que qualquer outro também pode. É claro, sabendo que:
“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança” (Romanos 5.3)
Me escreva contando as novidades (lutas e bênçãos). Abração,
Ramon Tessmann
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Violeiro na Web
Programa gerenciador de cifras. Transpõe o tom, identifica o tom, faz índices etc. Vale muito a pena conferir!!