| QUANDO O ARTISTA, A ARTE E O ADORADOR OCUPAM O LUGAR DE QUEM DEVE SER ADORADO - Por Nelson Bomilcar | |
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| Caetano em uma de suas canções mais inspiradas sobre São Paulo, lembrou-nos a presença e força de Narciso no coração das pessoas, clamando por aceitação e reconhecimento ou determinando nossos conceitos estéticos do belo. No princípio do século XX o conceito de personalidade começou a circular no meio cinematográfico. Imaginava-se que a personalidade era constituída das qualidades que caracterizavam as pessoas famosas nesse novo ramo de entretenimento. Esses eram os "astros" que se destacavam na multidão: narcisistas obcecados por chamar atenção para si mesmos. A propaganda foi usada para incitar e manipular o consumo e seus bens, produção que aumentou após a Segunda Guerra Mundial. Ela procurava ditar o que deveríamos "precisar", "desejar", e o que nos "tornaria felizes". O culto da auto-realização tornou-se um alvo terapêutico e o culto da pessoa era o caminho da felicidade. Estas noções impregnaram o contexto religioso e social de maneira geral. Noções de auto-importância acentuavam conceitos fantasiosos de liderança e da arte, fantasias de sucessos, poder, brilhantismo e beleza ilimitados, que frustram os que perseguem a realização da alma. Exibicionismo gerando falsas expectativas, sentimento de que o mundo "lhe deve algo" e quando a pessoa não é reconhecida, sente-se inferior, humilhada, com vergonha por não ter conseguido "vingar". Cria-se um ambiente favorável para a exploração interpessoal, busca-se a competição e o desejo de ver possíveis rivais frustrados e inferiorizados, desaparecendo a empatia e a sensibilidade com os outros. Junte o narcisismo, a propaganda e o contexto de comércio que se cria, e temos uma "equipe" nociva, destruidora e conspiradora contra as boas motivações, valores éticos e morais, e valores do Reino de Deus. Todos os que atuam na área da música e da adoração, principalmente artistas, autores, compositores e grupos que deixaram registrados suas produções em CDs, DVDs, fitas, livros, etc, passam pela experiência da exposição de sua criação, arte e pensamento em busca também de reconhecimento e aceitação. Junto com a fome de sucesso, caminham em agenda paralela e não oficial (porém é a realidade do coração humano), pois a resposta "oficial" e politicamente correta, se argüidos, à buscar a glória de Deus e ser uma benção para os outros. Resposta automática e instantânea. Mas, as tentações se apresentam sempre. Como diz o querido pastor Enéas Tognini, "elas continuam as mesmas: a barra de ouro, a barra da saia e a coroa de glória". Pastores e conferencistas tem vivenciado esta experiência também, quando suas mensagens e palestras são transformadas em "produtos" para serem comercializados. As pressões aparecem de todos os lados, dentro e fora, para serem transformados em objetos de culto e adoração, através do sucesso ou da aceitação na mídia. Vê-se pastores, escritores e líderes de louvor conceituados, participando em programas que pregam o que eles mesmos não acreditam, ou que seus próprios ensinos ou cânticos delatam, mas vestidos de cara de pau e incoerência, fazem tudo para não desprezarem a "oportunidade" de sucesso, aceitação e venderem mais. Tudo muito triste, pois perdem credibilidade e deixam de ser referenciais. O engano da falsa unidade! Os modelos de fora que aportaram em nossas livrarias e igrejas fomentam o reconhecimento, o culto ao ego; os dons que devem "brilhar" e "serem promovidos", as metas que precisam ser atingidas, e você não pode ser um Zé Mané, discreto, sem aspiração de aparecer, que é logo descartado ou ignorado. Buscar o reconhecimento e sucesso pode alavancar crescimento de nosso selo, gravadora, igreja, missão ou ONG e não podemos abandonar este caminho, dizem alguns. O Dr. James Houston, fundador do Regent College no Canadá, ensinou que "a última manobra do ego é o cultivo do narcisismo espiritual, isto é, o uso do inconsciente da prática, para aumentar ao invés de reduzir sua própria importância; a busca espiritual e a coisas e práticas espirituais passa a ser um processo ou jornada de auto-engrandecimento, ao invés de uma jornada de aprofundamento da humildade". Calvino e Wesley mostram que, quando não buscamos a felicidade e a glória de Deus, transformamos a vida religiosa em auto-promoção. A pessoa acredita que Deus a escolheu especialmente para ter habilidades excepcionais e fazer coisas especiais para Ele. O cara que começou aquele "grande ministério", juntou tremendo patrimônio, o homem do descarrego 110 e 220V, que luta contra os demônios B ou C, o músico que enche estádios e aeroportos, �酅olha o narcisista aí, gritando e precisando ser satisfeito. Hoje, gravadoras, editoras e igrejas evangélicas copiam os modelos secularizados das gravadoras e editoras seculares (até com competência) sem critérios, modelos de gestão em seu negócio, buscando transformar o artista, o líder, ou a denominação na "sensação" nunca vista antes, que tem "uma unção" que ninguém nunca teve, que não deve ter contato pessoal com os outros simples mortais cristãos apreciadores de seu trabalho, apenas no meio da massa. Contam com nossos corações narcisistas, consumistas e sedentos de sucesso. Vivi a experiência duma geração que fazia tudo por amor mesmo (pastores, missionários, jovens, artistas ou não) e quanto mais desafios, melhor. Quando nos achávamos mesmo servos (inúteis, porém alegres), movidos em servir ao Senhor pela causa que abraçamos, constrangidos pelo amor de Deus por nós, ou pelo amor às pessoas que atingíamos com nosso ministério e com nossa música, ficávamos realizados. Tempos em que tínhamos alegria de ter contato com o público o tempo todo e não éramos transformados em seres impessoais, não ficávamos reclusos por orientação dos "empresários" evangélicos (não existiam ainda), nos hotéis cinco estrelas ou spas logo após as "gloriosas apresentações", diga-se de passagem, devidamente pagas com cachês astronômicos. Quer ter contato com o artista ou pregador? Lamento, tente mandar um e-mail, entre no site dele, inscreva-se no seu "fã" clube, aguarde aquela noite de autógrafos quem sabe em sua cidade, e não se esqueça, ore por ele e compre seu material!!! Se o trouxermos para nossa cidade para um evento, provavelmente, você não chegará perto de tamanha "efem�ride", pois foi mitificado e se tornou objeto de adoração, alguns com segurança e tudo. Estamos sempre tentando cultuar o "narciso" que existe dentro de nós, o nosso ego, até porque, ele teima em comandar nossos sonhos, aspirações, e intenções do coração. Esta é uma herança indiscutível de nossa natureza adâmica. Natureza que busca o reconhecimento de sermos considerados pequenos deuses, objetos de culto e admiração, sem noção de nossa finitude, do Deus Infinito a quem servimos, e da realidade do sucesso transitório e efêmero. Somente o Espírito Santo para dominar "este espírito". Pode parecer que não defendo o sustento digno de seus trabalhadores e dos artistas, que tem sido, diga-se de passagem, explorados pelas próprias gravadoras e igrejas ao longo dos anos ou que acho não ser possível mostrar a criação para os outros. Não é este o raciocínio ou intenção deste artigo. Temos que honrar aqueles que tem procurado viver seriamente e honestamente da arte e da pregação. E para isto devemos ter critérios e maturidade. Tenho um amigo muito chegado, grande pregador, que disse que agora ele "só canta" e a mensagem vai "de lambuja", para não ser humilhado após conferências e congressos vendo os artistas ganhando "polpudos cachês" e ele, que "somente" pregou, ganhar aquela oferta vergonhosa de se dar. Mas temos que reconhecer, na "linguagem de hoje", Jesus teria que espantar os vendilhões do templo, das sacadas do templo, do telhado do templo, das imediações do templo. A pergunta que não quer calar: como lidar para que não se instale e se cultive o Narciso em nossas vidas? Quais vacinas para repelir este "vigoroso" vírus do sucesso e autopromoção, que muitas vezes pode nos afastar do Deus que quer ser adorado e reconhecido? Vírus solto no meio dos que estão na adoração, arte ou mesmo ministérios. Este é o retrato: qualquer um cria ministério ou monta uma igreja, qualquer um tem CD, publica livro, fita, do zelador ao tesoureiro da igreja, do bispo cantor ao segurança da igreja, da filha do diácono ao genro do coordenador da escola dominical. Somos transformados em produtos agora, deixamos de ser pessoas, agora aspirantes a adorados e reconhecidos, roubando muitas vezes o lugar Daquele que deveria ser adorado, admirado e cultuado. Conformando-nos facilmente com isto, amoldamos a nossa consciência e ética cristã de forma distorcida e justificamos tudo e a todos. Temos que resistir! Deus nos ajude! | |
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| Nelson Bomilcar é um dos idealizadores do ISA. Para saber mais acesse em "Quem Somos". Ou a sua página pessoal, www.nelsonbomilcar.com.br Fonte: http://www.seradorador.com.br/index.php?pag=artigos&acao=Ler&id=32 |
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
QUANDO O ARTISTA, A ARTE E O ADORADOR OCUPAM O LUGAR DE QUEM DEVE SER ADORADO - Por Nelson Bomilcar
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Classificação vocal
Você, provavelmente, já está familiarizado ou, pelo menos, já ouviu falar em termos como: Soprano, Contralto, Tenor e Baixo. São as vozes de uma forma de composição bem conhecida: o coral, cujo nome também, popularmente, representa o grupo de pessoas que executa a tal composição (pode-se chamar, mais corretamente, o grupo de coro).
Mas estas não são as únicas possibilidades de classificação das vozes.
Vamos, em primeiro lugar separar as vozes em agudas, médias e graves.
A voz aguda feminina é o Soprano e a masculina é o Tenor. São as vozes encontradas com maior abundância no Brasil.
A voz média feminina é o Meio-soprano (ou Mezzo-soprano) e a masculina é o Barítono. Também são encontradas no Brasil, mas bem menos em relação às vozes agudas.
A voz grave feminina é o Contralto e a masculina o Baixo. São vozes raras no Brasil. O Baixo ainda encontramos, mas o Contralto verdadeiro é raríssimo e tem partituras interpretadas por Mezzo-sopranos Dramáticos (ver mais abaixo). A maioria dos coros tem de valer-se de Barítonos para cantar a linha dos Baixos dos corais. Por outro lado, a Rússia é um exemplo de abundância em vozes médias e graves, notório em seus coros, por outro lado são escassas as vozes ligeiras (sobre as quais falaremos mais abaixo).
Faço aqui um parêntese para um esclarecimento vital. Todos nós já nascemos com um tipo de voz. Nossa voz é o resultado de várias características físicas que herdamos de nossos pais. Por isso, é impossível um Tenor "desenvolver" uma voz de Barítono. Vai, sim, desenvolver sérios problemas vocais se tentar. Deus fez você com esta voz. É um presente dEle a você. Não "fabrique" uma voz que não é a sua. Vai estragar sua voz. E esta, nesta vida, é uma só.
Agora atente para a subdivisão das vozes (veja também a tabela):
Vozes femininas:
Algumas mulheres, devido a problemas hormonais ou disfunções do aparelho fonador, adquirem uma voz atenorada. A extensão destas vozes é bem curta (às vezes, de no máximo uma oitava) dificultando o desenvolvimento no trabalho de técnica vocal.
É também importante mencionar a corrente moda que supervaloriza a voz grave feminina. A situação, embalada ao som da música comercial, está crítica, causando confusão no referencial das pessoas. Além de classificações erradas (Sopranos classificados como Mezzo-sopranos e, pasmem, como Contraltos), temos uma atitude prejudicial tanto à saúde quanto à estética da voz, com o incentivo de se cantar só na sua região grave e, na maioria das vezes, forçando muito. Seja ela Contralto, Mezzo-soprano ou Soprano, a voz tem uma tessitura grande, e uma composição agradável e de bom senso estético a utiliza como um todo. É ridículo legar à voz feminina, seja ela de que tipo for, uma região ínfima que não passa de poucas notas no grave. Vozes graves também tem agudos bonitos se bem colocados tecnicamente.
Vozes masculinas:
Para referências auditivas com vozes treinadas acesse os sites:
(*) www.epdlp.com/musica.php (site em espanhol, fácil de entender), clique em "cantantes" e selecione os cantores sugeridos neste artigo com:(*) para conhecer seu timbre em uma gravação e um pouco de sua história (o site dá algumas classificações equivocadas no histórico. Siga as informações deste artigo que foram conferidas com bastante cuidado e esmero com professores de confiança).
(**) www.handelmania.com/21st.htm (site em inglês) clique na foto do cantor sugerido neste artigo com: (**) e ouça uma gravação para conhecer o timbre.
(***) Os Castratti: eram os homens que eram castrados quando meninos, antes da puberdade, para a preservação da voz aguda de soprano, mezzo-soprano ou contralto (quando mezzo-soprano ou contralto também chamado de contratenor) num corpo maior, conseqüentemente mais potente. Isso se devia ao fato de que não era permitida a participação da mulher nos serviços religiosos (ver parágrafo sobre contratenores), a não ser nos conventos femininos obviamente. Isso aconteceu a princípio por incentivo à uma vida celibatária em monastérios por parte da Igreja Católica (principalmente nos séc. XVI e XVII, e na sua maioria na Itália). Só depois veio a ser feito com intuitos musicais. No séc. XVII se tornaram muito populares também nas Óperas, pois demonstravam grande virtuosismo e técnica. Alguns se tornaram verdadeiras celebridades da época. O último Castratto de que se tem notícia foi Alessandro Moreschi (1858-1922)(*), cantor italiano do qual se tem o único registro fonográfico desse tipo de voz. Apesar da gravação muito antiga (1902) e do cantor estar longe tecnicamente da qualidade dos Castratti famosos, vale a pena conferir a gravação para se ter uma idéia do timbre.
Um grande abraço. Que Deus abençoe vocês.
Até a próxima,
Marcio dos Santos
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Impregnado de adoração
Impregnado de adoração
Talvez eu esteja generalizando, mas via de regra tenho a impressão de que a maioria das vezes em que somos orientados a exercitar a adoração, algo soa como a sugestão de uma ação que deveria surgir do sentimento de “obrigação religiosa”. Parece-me que temos sido estimulados a fazer adoração e, sinceramente, nada soaria mais estranho ao princípio Cristão, ensinado nas Escrituras, do que tal atitude.
Adoração pode estar, sucintamente, sendo transformada numa mera tarefa psicológica travestida de cunho “espiritual”.Não resta dúvida de que adoração tem caráter de ação. Porém, adoração não é movida por obrigação, mas pela condição existencial e pela realidade natural do coração. Se o que falei lhe pareceu confuso ou estranho, contemple o exemplo de Maria: sua adoração não foi comandada pelo anjo, mas vazou dos poros de sua mais profunda condição espiritual. Adoração fazia parte do seu ser. Adoração não foi uma tarefa para Maria, mas a resposta que ela manifestou à ação do Eterno em seu espírito. Adoração foi a reação de Maria.
VIDA E VIVÊNCIA
Ao longo dos anos presenciamos diversas reviravoltas no cenário litúrgico cristão: versões diferentes de hinos e hinários; mobílias que inspiram e/ou facilitam a “adoração” (bancos, cadeiras ou poltronas?); liturgia tradicional ou renovada; adoração reformada, pentecostal ou profética. A lista de exemplos poderia se expandir imensamente. Não que eu pense que estas fases sejam ruins, ilegítimas ou que já tenham findado. Pelo contrário, creio que são pertinentes, uma vez que o Corpo é um só, mas a diversidade de seus membros deve ser respeitada. E, ainda, vejo que nossa condição humana — tão volúvel — e a transitoriedade de nossos posicionamentos sociais podem nos levar a adotar expressões litúrgicas totalmente diferentes uns dos outros. A grande questão, no entanto, tem a ver com a essencialidade da adoração. Repetidas vezes ouvimos e afirmamos: “adoração é um estilo de vida”. Uma vez que essa declaração tem se tornado um de nossos muitos clichês, urge o momento de mudarmos nossa tática. Alguém já disse, há muito tempo, que “o maior ensino é o exemplo”.
Em nossa cultura religiosa, estilo de vida pode ser algo entendido de maneira parcial e tendenciosa, dependendo exclusivamente do contexto religioso, teológico e denominacional no qual está inserido. Portanto, penso que deveríamos conectar duas expressões existenciais em nossa adoração: vida e vivência.
A vida é a essência do nosso ser, quem somos. Ela pode ser vista e compreendida a partir do que somos. Se uma visita celestial veio ao nosso encontro (Jo. 1:10-14), tal como se deu com Maria, a vida passou a impregnar o nosso ser (II Co. 5:17). Uma ação divina se instaurou na direção de nossa existência. O favor de Deus se manifestou em nosso caminho e, por causa disso, somos levados a reagir a todo o momento, em todas as circunstâncias, dentro e fora das reuniões e dos templos, com o mais ardente espírito de adoração. Isto diz respeito agora à nossa vivência.
Existimos como adoradores. Todas as nossas atitudes agora devem expressar disponibilidade total de serviço e cumprimento da vontade de Deus, tal como foi a reação de Maria e o mandamento do nosso Senhor (Mt.6:33). Se adoração se tornar característica de nossa vivência, ela deixará de ser um elemento litúrgico ou rótulo de iniciativas ministeriais para se manifestar, novamente, como expressão de rendição e verdadeira demonstração de amor ao Senhor: um amor que transcenderá às costumeiras declarações que fazemos em nossos cânticos. Isso por que, segundo o Senhor Jesus os que o amam são aqueles que obedecem à sua palavra (Jo. 14:21,23).
A adoração é, enfim, uma reação que surge de um espírito impregnado de voluntariedade, disponibilidade e serviço. Foi isso o que Deus achou em Maria. Isso faz com que mudemos a nossa perspectiva de adoração e, ainda, a nossa expectativa de culto. Afinal, se Deus vem a nós, em nossos encontros, reuniões e cultos, a nossa atitude adoradora deve ser uma só: “Reina em mim e cumpra em minha vida a sua vontade!” Amém.
Artigo extraído do site www.vineyardmusic.com.br
terça-feira, 22 de abril de 2008
O que sobra quando não estou tocando ou cantando? - Por Daniel Souza
| O que sobra quando não estou tocando ou cantando? | |
O que sobra quando não estou tocando ou cantando? Por 1Sm.16: 14 ¶ Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava. 15 Então, os servos de Saul lhe disseram: Eis que, agora, um espírito maligno, enviado de Deus, te atormenta. 16 Manda, pois, senhor nosso, que teus servos, que estão em tua presença, busquem um homem que saiba tocar harpa; e será que, quando o espírito maligno, da parte do SENHOR, vier sobre ti, então, ele a dedilhará, e te acharás melhor. 17 Disse Saul aos seus servos: Buscai-me, pois, um homem que saiba tocar bem e trazei-mo. 18 Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o SENHOR é com ele. 19 Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas. 20 Tomou, pois, Jessé um jumento, e o carregou de pão, um odre de vinho e um cabrito, e enviou-os a Saul por intermédio de Davi, seu filho. 21 Assim, Davi foi a Saul e esteve perante ele; este o amou muito e o fez seu escudeiro. 22 Saul mandou dizer a Jessé: Deixa estar Davi perante mim, pois me caiu em graça. 23 E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alívio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele. Esta passagem bíblica sempre me impressionou. Sempre associei a Davi a imagem de um excelente músico. Alguém que “fazia chover” quando dedilhava sua harpa. Com o texto que lemos acima servindo como base, eu prosseguia admirando o músico chamado Davi. Afinal, por três vezes é enfatizada a importância da técnica (versos 16, 17 e 18). No entanto, certa vez o Espírito Santo me fez a seguinte pergunta: “quem é você quando não está tocando ou cantando?; o que sobra quando não se esconde atrás de seu talento musical” A partir desta pergunta comecei a observar a vida de Davi com mais cuidado. Fiquei impressionado ao ver que a harpa era um “pequeno detalhe” em meio a grandes virtudes presentes em sua vida. Só nestes poucos versos encontramos várias virtudes associadas a Davi. Vamos esquecer, pelo menos por enquanto, que ele sabia tocar; vejamos o que sobra de Davi sem sua harpa: SUBMISSÃO A AUTORIDADE Davi era um jovem que honrava e obedecia a seu pai. Com certeza ele estava com as ovelhas por ordem do pai. Quando este o chamou com a intenção de enviá-lo a Saul, não teve problema algum. Davi atendeu ao chamado e ao envio de seu pai. CORAÇÃO DE SERVO Davi tinha grande disposição em servir. Ele ficou a disposição do rei Saul. Imagine o que é servir a um homem possesso. No entanto, ele vivia para servir. Servia com as ovelhas; e olha que ovelha dá muito trabalho. Serviu com as coisas que o pai mandou ao rei por seu intermédio. E agora deveria ficar de prontidão; a disposição. Esquecendo-se de si mesmo, ficaria concentrado na necessidade de Saul, a fim de servi-lo. CORAÇÃO DE PASTOR Davi apascentava as ovelhas de seu pai. O dicionário de Almeida define apascentar como levar as ovelhas ao pasto, cuidar delas e protegê-las. Nunca conseguiremos dimensionar tal tarefa, a menos que tentemos fazê-la algum dia ou através da revelação do Espírito Santo. A ovelha é um dos, ou talvez, o mais dependente de todos os animais. A sensibilidade de Davi – virtude que não pode faltar a um pastor – foi aguçada no exercício do pastoreio com as ovelhas. Ali ele aprendeu valores como guiar, cuidar, proteger, suprir, zelar, dar a vida, etc. Posteriormente Deus levantou Davi como pastor da nação de Israel. DISPOSIÇÃO E DISPONIBILIDADE Davi tinha disposição e disponibilidade para tudo. Era como o que chamamos “pau pra toda obra”. Disposição e disponibilidade para trabalhar, servir, lutar, etc. A bíblia não relata qualquer manifestação de resistência ou desculpas por parte de Davi. Ele não estava enrolado com nada. Era alguém livre; disponível e disposto. Quando o pai dizia: vá apascentar o rebanho, ele ia. Quando o pai dizia: venha, ele vinha. Quando Davi recebia a ordem: vá a Saul, ele ia. Quando era incumbido de ministrar ao rei atormentado, ele ministrava (e o texto diz que era todas as vezes que Saul era atormentado v.23). Estas virtudes tendem a ser raridade em nossos músicos. UNÇÃO E AUTORIDADE A unção e a autoridade de Davi é claramente comprovada no sucesso que ele tinha na luta contra o espírito maligno. Unção e autoridade são virtudes resultantes de vida reta diante de Deus. Atos 19: 13 ¶ E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre possessos de espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. 14 Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. 15 Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? 16 E o possesso do espírito maligno saltou sobre eles, subjugando a todos, e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa. 17 Chegou este fato ao conhecimento de todos, assim judeus como gregos habitantes de Éfeso; veio temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido. Nossa real condição de vida está exposta no mundo espiritual. FORÇA E VALENTIA Davi era forte e valente. Convenhamos, irmãos, ser requisitado para ministrar a um possesso exige muita força e valentia. Davi não relutou diante do desafio porque era forte e valente. Ele viveu experiências tremendas, prevalecendo em situações extremamente complicadas que exigiram muita força e valentia de sua parte. Ele teve que encarar demônios, animais selvagens, gigantes, exércitos, etc. Teve que suportar perseguições, rebeliões e retaliações. Prevaleceu porque tinha um espírito forte e valente. GUERREIRO Davi era um guerreiro. Ele se tornou um dos mais conhecidos personagens da bíblia por ter matado Golias, um gigante de quase SISUDO EM PALAVRAS O dicionário define sisudo como sensato e ajuizado. Davi não era um tolo qualquer. O tolo fica exposto através de suas palavras. Jesus mesmo disse que o que sai da boca procede do coração e contamina o homem (Mt.15.18). Saul não precisava de mais tormento. O espírito maligno já incomodava o bastante. Um insensato convivendo com um atormentado seria a ruína total. BOA APARÊNCIA Boa aparência fala de bom testemunho. Davi mantinha um bom testemunho diante de Deus, de seus familiares e dos demais homens. Na casa de Saul alguém testemunhou sobre Davi. Não foi Davi quem procurou a “vaga” profética. Alguém deu testemunho sobre ele. COMUNHÃO COM DEUS Não é difícil perceber que este era o segredo de Davi. Davi é um modelo bíblico de adorador. Não porque era músico, mas porque andava com Deus. Ele não passava de um simples jovem. Era o caçula de Jessé. No entanto, Deus em sua vida fazia toda diferença. No amor de Jesus, Daniel Souza
Fonte.: http://www.asaphborba.com.br/noticia.asp?codigo=210&COD_MENU=119 | |
segunda-feira, 17 de março de 2008
Clareza no louvor - por Ramon Tessmann
Em um estudo anterior eu comentei sobre os ritmos musicais que utilizamos para louvar a Deus. Apesar de mostrar que os gostos musicais estão relacionados com o lugar onde nascemos e crescemos (cultura), defendo veementemente a clareza que nós, como músicos cristãos, devemos ter em nossos cânticos.
A questão da clareza dos cânticos que entoamos nas comunidades tem sido um assunto polêmico, como muitos outros. Eu vou tentar através de alguns tópicos, esclarecer melhor estes temas para que os irmãos venham a ter um maior entendimento sobre assuntos muitas vezes não são encontrados nas Escrituras.
Bem, muita gente têm questionado sobre a clareza de estilos musicais como o Heavy Metal o Rock pesado, etc, e eu muitas vezes assim o faço. É difícil imaginar que alguém consiga louvar a Deus num ambiente tão barulhento, bagunçado e infelizmente em alguns casos violentos. Muitas igrejas têm se transformadas em casas de shows que se assemelham em muito com às do mundo. Isto sem contar o volume da música e às vezes a qualidade instrumental e qualidade dos músicos que é muito baixa.
Bem, se alguém, ao ler este estudo, achar que estou sendo duro demais ou tendo a "mente fechada", te convido a irmos às Escrituras Sagradas. A Bíblia relata que quando Moisés descia do monte com as tábuas da lei, ele e Josué ouviram um cântico que criou confusão, e que trouxe dúvidas ao próprio Josué. Ele não conseguiu compreender o cântico naquele momento: "Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse Moisés: há um alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço. Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte..." ·
Sabe o que foi que aconteceu nesta história? Moisés não conseguiu discernir o que era aquela algazarra, por causa do barulho e da bagunça que estava acontecendo. Eles só conseguiram entender quando se aproximaram do arraial. Moisés não poderia dizer se aquilo era louvor a Deus ou não. Eu te pergunto: Será que isto está acontecendo em nossos dias? Querido irmão, poderia a Bíblia ser mais clara?
Se você deseja louvar a Deus ou evangelizar um público não cristão, pelo menos use a tua música com clareza para atingir o teu propósito. Certa vez, um irmão me disse: "Nós também podemos nos divertir depois que aceitamos Jesus". Concordo, mas cantar músicas em ritmo pesado com a finalidade de buscar diversão não é louvar a Deus, na verdade você estará atrás de prazeres para você mesmo! E acredite, você não estará evangelizado se a mensagem da música que você estiver cantando não for clara. Ninguém dará ouvidos à música e sim às batidas da bateria, aos solos e aos gritos do vocalista.
Conclusão
Como eu sempre digo, todos os ritmos estão disponíveis a nós, mas nem todos nos ajudarão a evangelizar ou a criar um ambiente de louvor a Deus. Temos liberdade para utilizarmos todos os ritmos, mas nem todos serão apropriados para determinadas ocasiões. É neste ponto que os músicos devem ter sabedoria para ouvir a voz de Deus e pedir direção a Ele.
Um abração em Cristo Jesus e até a próxima,
Ramon Tessmann
www.ramontessmann.com.br
Fonte: www.adorando.com.br
domingo, 17 de fevereiro de 2008
O DIA EM QUE SÉRGIO PIMENTA CHEGOU NO CÉU
PAPO NO BOTEQUIM CELESTE
ou
O DIA EM QUE SÉRGIO PIMENTA CHEGOU NO CÉU
Por Isaias de Oliveira
Aquele parecia ser apenas mais um dia tranqüilo em terras celestiais. Quem corresse os olhos pelo lugar, veria Abraão, Paulo e Jeremias conversando animadamente enquanto praticavam o cooper matinal ou Moisés narrando pela milésima vez, a um grupo de recém chegados, toda a epopéia da travessia do Mar Vermelho.
Já no barzinho da Academia de Poetas Celestes, a animação corria solta enquanto nas caixas de som rolavam músicas do disco de Vento em Popa. Contrastando com a tranqüilidade das músicas, uma angelical garçonete transitava apressada entre as mesas carregando bandejas de papos de anjo, pastéis de santa clara e outras iguarias divinas. Numa mesa um pouco mais afastada, dois homens conversavam calma, serena e tranqüilamente enquanto beliscavam toucinhos do céu: eram Janires e Jairinho.
A conversa seguia o rumo de uma nova parceria musical quando a garçonete se aproximou com ares de novidade. Depositou a bandeja vazia na mesa e curvou-se antes de dar a notícia.
- - Vocês já sabem quem chegou na área? – sem esperar resposta, a garçonete foi logo dizendo – Sérgio Pimenta.
- - Sérgio Pimenta? - perguntou Janires dando um salto da cadeira.
- - Nosso poeta maior? – diz Jairinho imitando o gesto de Janires
- - Você tem certeza, irmã? – indaga Janires ainda perplexo.
- - Acabei de cruzar com ele nos corredores – confirma a garçonete meio alvoroçada – não foi ninguém que me contou não, eu vi.
- - Que coisa, rapaz – comentou Jairinho deixando-se cair na cadeira – moço tão novo...
- - É nóis não era? – emendou Janires meio gaiato, depois, completou um pouco mais sério e sentando-se. – Cara, não sei se choro ou dou risada. Pô, Jairinho, o cara não está mais na terra... vai ficar com a gente, agora... Maneiro.
- - Traz ele pra cá – pede Jairinho já puxando uma outra cadeira pra junto da mesa.
- - E já diz pra ele trazer um violão – completa Janires.
- - Assim que ele terminar de preencher as papeladas lá no escritório – diz a garçonete enquanto recolhia com destreza pratos e taças que estavam sobre a mesa.
- - Santa burocracia – comenta Janires sem esconder o sorriso.
- Minutos depois a solícita garçonete chega trazendo o novo hóspede que é recebido calorosamente pelos dois. Depois das apresentações formais e abraços os três sentam-se à mesa. A garçonete chega logo em seguida com a bandeja cheia e abastece a mesa com fartura.
- - É sempre assim, por aqui? - pergunta Pimenta com a inconfundível voz grave e o sorriso largo iluminando a face.
- - Não – explica, Jairinho – só quando chegam as celebridades. Os três caem na risada dando uma idéia de como seria a convivência entre eles.
- - Então, irmão, me conta como estão as coisas lá embaixo – perguntou Janires tocando levemente o braço de Pimenta.
- - Não mudou muito desde que vocês chegaram aqui, não – respondeu - tem muita gente achando que está fazendo música, outras mais preocupadas com grana, prestigio, sucesso e tem aquela turminha de sempre, pequena, lutando com disposição para que a música cristã não caia totalmente na mesmice.
- - É, então não mudou muita coisa mesmo... – ponderou Jairinho – é porisso que eu estava pensando numa coisa, você vai fazer uma falta danada lá embaixo...
- - Vou não, Jairinho, ficou muita gente boa por lá. Tem o João Alexandre, o Jorge Camargo, Rehder, Bomilcar, Guilherme, Gerson Ortega, Josué Rodrigues, enfim...
- - Até aí você tem razão, mas minha preocupação, Pimenta, é com o futuro – diz Janires cofiando a barba e meio introspectivo – com o futuro... Quem vai trilhar os teus passos? Esse lance dos grandes esquemas de gravadoras, super produções, da grana, da vaidade acima dos interesses do Reino vai acabar complicando tudo. O que tú acha?
- - Janires – começou Pimenta enquanto se ajeitava melhor na cadeira – quando eu estava vindo pra cá esta preocupação bateu forte em mim também. Afinal de contas esses caras todos que citei já não são mais crianças. Mas aí lembrei de uma noite em que resolvi ir a uma igreja no subúrbio do Rio. Lugar pobre, meio esquecido. Fui pra assistir mesmo, não ia cantar. E lá, cara, conheci um moço, quase menino, que cantou sozinho com um violão até meio detonado. A música daquele menino, que me pareceu muito tímido, me tocou tanto, passou tanta verdade, tanta poesia... dava pra sentir claramente que a graça de Deus estava sobre a vida dele, entende? Cada música linda que ele compõe... saí de lá sem poder conter as lágrimas.
- - Sério, vélho? – questionou Janires se aproximando ainda mais de Pimenta. – Conta mais.
- - Pois é, rapaz – continuou Pimenta – meio de longe continuei acompanhando os passos do moço e as noticias que me traziam eram as melhores possíveis. Ele é cristão desde garoto, é sério, comprometido com o reino mesmo. Até acho que ele foi tocado pela tua música, Janires, teus rítmos, tua descontração. O menino lá é cheio de brasilidade.
- - Então puxou pra tú, também, irmão – complementou de primeira Janires dando uma sonora gargalhada.
- - É, pode ser – pensou Pimenta. O que eu sei é que vê-lo e ouvi-lo cantar, com toda sua simplicidade, humildade, poesia e talento me encheu de esperanças.
- - Me diz uma coisa, Pimenta – questionou Jairinho – É como é o nome do moço?
- - O nome dele é Gerson Borges, carioca como eu, nascido no subúrbio.
- - Tem som até no nome – brincou Janires – já é um bom começo.
- Sérgio Pimenta riu com gosto, depois sorveu com prazer o último gole que restava na taça e conclui.
- E isso não é tudo, depois, conversando com amigos, fiquei sabendo de outros caras tão jovens quanto ele que estavam começando a despontar aqui e ali. Caras com o mesmo talento do menino que eu conhecera. Me falaram de um tal de Silvestre em São Paulo, uma dupla de meninas que cantavam muito, Cíntia e Silvia, se não me engano, um rapaz chamado Tiago, de Campinas, uns caras do Nordeste, Diamanso e Carlinhos Veiga, um poeta chamado Stênio...
- Não diga, rapaz – diz um espantado e feliz Jayrinho.
- Toda semana ouvia um nome novo: Glauber, Priscila, Jonas, Fabinho, Gladyr, tinha até um argentino fazendo música brasileira com competência, não me lembro o nome dele... Cláudio!!, lembrei.
Janires, a esta altura estava de pé, visivelmente emocionado e já havia enchido as taças novamente. Depois de servir Pimenta e Jayrinho, ergueu sua taça na direção dos amigos como que propondo um brinde.
- Você não sabe o quanto me alegra ouvir isto, Pimenta. Tuas noticias me encheram de esperança. Que Deus levante, a cada dia, gente em todos os cantos desse nosso Brasil sofrido. Gente cheia de graça e talento, que coloque Seu reino acima de todas as coisas. Que vivam pra servir ao Mestre das Canções, se servindo dos nossos mais variados ritmos e sons.
- Falou bonito, moço – diz Pimenta enxugando os olhos marejados na manga da camisa.
- Falou tudo – completa Jayrinho
Os três brindam, bebem, sentam-se e continuam o papo que tinha tudo pra durar uma eternidade.
Fonte: http://www.buenaonda.art.br/html/papo_no_botequim_celeste.html
30 erros que o ministro de louvor NÃO pode cometer
O ministro de louvor Ronaldo Bezerra nos enviou um ótimo artigo para ministros de louvor, dança e também técnicos de som.
O tema da matéria é: "30 erros que o ministro de louvor NÃO pode cometer", e você confere na íntegra abaixo:
1- Não se preparar musicalmente e espiritualmente para a ministração
- Devemos nos apresentar como obreiros aprovados (II Tm 2:15).
A) Aspecto espiritual
- É necessário oração e leitura bíblica diariamente. A base de todo ministério é a oração e meditação. O que se pode esperar de alguém que não medita e não ora? A.W.Tozer disse: “Nunca ouça um homem que não ouve a Deus”.
- Um ministro que não ora e não medita, deixa de ser um homem de Deus para ser um profissional do púlpito.
- Se desejamos ter um ministério mais ungido precisamos entender que o endereço da unção está no altar.
B) Aspecto musical
- É preciso realizar ensaios para que haja entrosamento.
- Tenha uma lista definida dos cânticos; quando forem novos, providencie cifras.
- É necessário concentração total durante os ensaios, evitando distrações, brincadeiras e conversas paralelas.
- Estar atento às orientações, arranjos, rítmica, andamento, métricas, etc.
- Estude música. Muitas vezes a congregação “suporta” em amor a falta de técnica e afinação mínima dos que tocam e cantam.
2- Nunca preparar a ministração
- Devemos ter habilidade para improvisar, porém, isso não deve ser a regra.
- Quando o ministro não faz a “lição de casa” acaba ficando fácil perceber, não há seqüência coerente nos cânticos, há erros nos acordes e na seqüência da música cantada, não há expressão, há insegurança, etc.
- Os que ministram de improviso, demonstram não levar a sério o lugar que ocupam na obra de Deus (Jr 48:10). O Espírito Santo não tem compromisso com ociosos, preguiçosos e displicentes.
- Já avaliamos o preço que muitos pagam para estar no culto para participarem da adoração a Deus? Façamos o melhor para o Senhor!
3- Atrasar nos compromissos sem dar satisfação
- O músico maduro tem conhecimento das suas responsabilidades e procura cumpri-las à risca. Portanto, seja responsável e chegue aos horários marcados! Se houver problemas ou dificuldades, comunique-se com sua liderança.
- Quando não damos satisfação sobre nosso atraso estamos agindo com irresponsabilidade, e em outras palavras, estamos dizendo “isso não é importante pra mim!”.
4- Não aceitar as críticas
- Quem não aceita críticas, acaba caindo na mediocridade e se torna um ministro sempre nivelado por baixo. As críticas servem para não deixar que caiamos no conformismo e paremos de crescer.
- Devemos receber as críticas com um espírito humilde e disposto a aprender. Quem não é ensinável e não gosta ser contrariado, não pode atuar em nenhum ministério na igreja.
5- Começar a ministração sem introdução e falar sobre verdades sem nenhuma demonstração de amor
- Não seja “juiz” das pessoas.
- Mostre a graça de Deus e o amor.
- Não seja grosseiro e indelicado.
- Seja amável e educado. A introdução pode determinar o sucesso de toda a ministração. Esse primeiro contato é “chave” para uma ministração abençoada e abençoadora.
- Uma boa introdução cativa a atenção das pessoas, desarma as mentes e prepara o caminho para compreensão e recepção da ministração.
- Uma boa ministração precisa ter um começo, meio e fim.
- Não seja muito prolixo e cansativo na introdução. Deve ser o suficiente para abrir a porta das mentes a fim de que as pessoas recebam aquilo que Deus tem reservado para cada uma delas.
6- Utilizar o púlpito para desabafar
- Uma mente cansada não produz com qualidade e o estresse pode levar a pessoa a falar o certo, mas no lugar errado. Púlpito não é lugar para desabafos, é lugar para profecia!
- Tratemos a igreja do Senhor de forma respeitosa (I Pe 5:2-4).
7- Gritaria
- Não confunda “gritaria” com unção, autoridade e poder. Muitos por não terem o equilíbrio e sensibilidade, tornam-se ministros irritantes, exagerados e em alguns casos, quase insuportáveis.
- Quem fala deve respeitar a sensibilidade e boa vontade dos que ouvem (I Co 14:40).
- Não é gritando que se alcança o coração das pessoas, mas sim, com unção, habilidade na comunicação e criatividade.
- Há ministros que cantam e falam tão alto e agressivamente, que deixam a impressão de que estão irados com o público. Quem sabe usar de forma inteligente sua voz e os equipamentos de som disponíveis, com certeza alcançará grandes resultados.
8- Expor os músicos, dirigentes ou técnicos durante a ministração
- Por vezes, alguns cometem erros durante a ministração, logo os outros músicos percebem e começam a rir, ou surgem olhares de reprovação, expondo diante de todos, aquele que errou.
- Devemos ser discretos, e quando errarmos, encararmos com naturalidade, sem expor nossos companheiros, porque apesar de estar na frente da congregação, estamos diante do Senhor, ministrando à Ele, e Ele sabe como e quem somos.
- Muitos estão magoados e chateados por terem sido expostos na frente dos outros. Tenhamos uma atitude de amor e respeito uns para com os outros.
9- Tocar, cantar ou dançar com outros ministros sem ser convidado
- Se algum ministro de outra congregação for convidado para ministrar em sua igreja, não suba no púlpito para ministrar sem ter sido chamado e convidado. Isto é falta de educação. Não seja mal educado!
- Muitos, por falta de educação e sensibilidade acabam atrapalhando a ministração daqueles ministros que foram convidados no culto.
10- Usar muitas ilustrações e dinâmicas durante a ministração
- Muitos querem “pregar” durante o louvor. O exagero de histórias, testemunhos, dinâmicas e ilustrações durante os cânticos, comprometem a essência e o propósito da ministração. Ministre cantando! Flua!
- Cuidado com manipulações! Não devemos tratar o público como “macacos de auditório”. Não peça para o público repetir frases feitas o tempo todo, gestos o tempo todo, além de se tornar algo cansativo, o ministro pode cair no ridículo diante do público.
- Evite deixar “brancos” entre um cântico e outro; para isso é indispensável desenvolver um bom entrosamento com os músicos, combinar sinais, etc.
11- Contar histórias ou piadas fora de hora
- Algumas histórias ou piadas, nunca deveriam ser contadas no púlpito da igreja. Não vulgarize o púlpito. Muitos querendo ser descontraídos acabam se tornando desagradáveis, fazendo colocações em momentos inapropriados, e por vezes dizem coisas com duplo sentido.
- Púlpito é lugar de profecia e não palco para piadas. Fomos chamados para ser profetas e não humoristas.
12- Ministrar o tempo todo com os olhos fechados ou olhar só para uma direção
- É importante olhar para as pessoas. Os olhos têm um poder impressionante de captar e transmitir mensagens não verbais.
- É importante transmitir amor, alegria e paz através do nosso olhar. Através de um olhar podemos abençoar as pessoas. Os que fecham os olhos ao ministrar, nunca vão saber avaliar seus ouvintes, lendo suas expressões faciais.
- Para alcançar a atenção de todos, é necessário olhar em todas as direções. Olhar só para uma direção pode transparecer que as pessoas não são importantes, ou que não precisam participar daquele momento de ministração.
- Estamos diante de Deus, mas também estamos diante do público. Estamos ministrando a Deus, mas também sendo instrumentos para abençoar a congregação.
13- Exagerar nos improvisos
- A disciplina e a maturidade musical é algo que todo músico deve buscar. Precisamos entender que pausa também é música.
- Acompanhar um cântico antes de tudo, é uma prática de humildade e sensibilidade. Nas igrejas, geralmente, os instrumentistas e cantores querem mostrar sua técnica na hora errada. O correto é usar poucas notas, não saturar a harmonia, inserir frases nos espaços melódicos apenas, e o baterista conduzir. Economize informações musicais!
- Instrumental: Procure tocar o que o arranjo está pedindo, sem se exceder. Todo músico deve aprender a se “mixar” no grupo, aprender a ouvir os outros instrumentos, afinal, é um conjunto musical.
- Vocal: Procure cantar a melodia, fazendo abertura de vozes e improvisando apenas em momentos específicos, criando assim, expectativa. Muitas vezes a congregação não consegue aprender a melodia da música por causa do excesso de improvisos dos dirigentes e cantores.
- Avalie o que está tocando e entenda que o trabalho é em equipe, e não apresentação de seu cd solo.
- Procure gravar as ministrações, para que seja feita uma avaliação e as correções necessárias.
- Tocar e cantar de forma madura e eficiente requer disciplina, auto-análise e constante aprendizado.
14- Não ter expressão durante a ministração dos cânticos
- Não seja um “alienígena” em cima do púlpito. Participe de todos os momentos!
- A entonação da voz também é importante. Não combina, por exemplo, falar sobre alegria com uma entonação e um semblante triste e melancólico. Você pode contagiar o público através da sua expressão e entonação de voz.
15- Comunicação inadequada ao tipo de público
- Ser sensível ao tipo de público que estamos ministrando e utilizar uma linguagem adequada. A dinâmica de um culto congregacional é diferente, por exemplo, de uma reunião de jovens, ou crianças, evangelismo, etc. Não trate um público maduro, por exemplo, utilizando uma linguagem de criança e vice-versa.
- Cuidado com erros de português, vícios de palavras e gírias. Não precisa ser formal, seja natural, sempre observando o público que você está ministrando.
16- Vestimenta inadequada
- Sua vestimenta deve ser coerente ao tipo de ambiente e reunião que você estará ministrando.
- Cuidado com vestimenta inadequada, tipo roupa justa, cores chamativas, etc.
- Esteja atento a sua aparência – cabelos penteados, dentes escovados, maquiagem leve, usar desodorante, perfume, etc. Lembre-se que o púlpito é uma vitrine. Quem está ministrando passa a ser alvo de observação em todos os sentidos.
17- Cantar cânticos com o qual não está familiarizado
- Não conhece o cântico, não cante! Não sabe tocar o cântico, não toque!
- Para ganhar confiança do auditório, é preciso demonstrar convicção e certeza sobre o que está ministrando. Conhecer bem e ter domínio do cântico ministrado, é imprescindível para que o ministro atinja seu objetivo.
18- Cantar fora da tessitura vocal
- A escolha do tom de uma música depende do canto; este deve ser dentro da tessitura vocal e confortável para ela. Mesmo que o tom escolhido não seja o mais confortável para o instrumentista ele deve executá-lo. Na música onde há o canto, a ênfase é para a mensagem, portanto, não deve ser interferida por outros elementos.
- Muitas músicas que ministramos na igreja não fluem como poderiam, por causa da escolha errada da tonalidade. Por vezes, o tom é muito alto e as pessoas não conseguem cantar.
- O tom pode influenciar na sonoridade da música vocal com acompanhamento, bem como causar danos nas cordas vocais.
19- Elaborar um repertório inapropriado ao tipo de reunião
- Elabore um repertório adequado ao tipo de reunião. Por exemplo: reunião de jovens, evangelismo, santa ceia, etc; o repertório de um culto dominical é diferente de um lançamento de um cd por exemplo.
- Elabore uma seqüência lógica no repertório, ou seja, músicas de celebração, músicas de adoração, músicas de comunhão, etc. A ministração é como um “vôo de avião”, tem um destino.
20- Cantar muitas músicas num período curto de ministração
- Elabore um repertório adequado ao tempo de duração do louvor (conferir com o pastor).
- Dependendo do tempo dado a ministração, não será necessário uma lista extensa de músicas. Esteja atento à maneira como o louvor está transcorrendo e explore um determinado cântico quando perceber que está fluindo profeticamente.
- Muitos exageram no tempo da ministração dos cânticos e passam do horário estipulado, atrapalhando assim, o andamento da reunião. Muitos não se importam se estão agradando ou não. Quando excedemos os limites, podemos cansar o auditório, não atingir os objetivos definidos e forçar a reunião a terminar fora do horário.
21- Ensinar muitas canções num período de ministração
- Para que haja participação do público, procure ensinar durante a ministração, um ou dois cânticos. Procure repetí-los para que todos guardem bem a letra e melodia.
- Quando se ensina muitas músicas num período de louvor, o público não consegue assimilar as canções, causando uma dispersão.
22- Cantar sempre as mesmas músicas nas ministrações
- A Bíblia nos estimula a cantarmos um cântico novo (Sl 96:1). Porque cantar um cântico novo? Para cantar com o coração e não apenas com a mente. Cantar o mesmo cântico em todos os cultos pode se tornar cansativo e enfadonho, e as pessoas acabam cantando apenas com a mente.
- Cometemos um grande erro quando nunca reciclamos o nosso repertório. Reciclar, significa, “atualizar-se para obter melhores rendimentos”. Os ministros devem sempre estar atualizados, escutando boas músicas, consultando a internet, etc.
23- Cantar canções sem a direção do Espírito Santo
- É o Senhor que sabe qual é o cântico certo para a hora certa.
- Devemos tomar cuidado para não cantarmos cânticos que nos identificamos sem ouvirmos o Espírito Santo (I Co 14:8). Muitos só querem cantar cânticos que se identificam apenas atrapalhando assim, o fluir da reunião. Estejamos atentos e sensíveis a voz do Espírito Santo.
24- Não avaliar o conteúdo dos cânticos ministrados
- Muitos estão ensinando canções para a igreja que estão na “moda”, mas que não possuem um conteúdo bíblico correto. Devemos avaliar biblicamente o que estamos ensinando e cantando dentro de nossas igrejas.
- Cantemos cânticos teologicamente corretos
- Cantemos a Palavra de Deus! A Bíblia é o “hinário” de Deus. Quem canta a Palavra de Deus, amanhã não vai precisar pedir desculpas pelo que ensinou.
25- Imitar outros ministros
- Cada um de nós tem características diferentes. Deus nos fez assim! Deus quer nos usar do jeito que somos, com os dons, talentos e as características que Ele nos deu.
- Muitos caem no ridículo quando imitam trejeitos, frases, modo de cantar de outros ministros, etc.
- Cuidado com palavras da “moda”, tipo: “shekiná”, “nuvem de glória”, “trazer a arca”, “chuva”, “noiva”, “abraça-me”; ou então, expressões com duplo sentido, “quero deitar no seu colo”, “quero te beijar”, “quero ter um romance contigo”, “quando Deus penetrou em mim, eu fiquei feliz”, “Quero cavalgar contigo”, etc.
- Não quero ser radical e dizer que há problemas em utilizar estas expressões. Porém devemos refletir o que temos cantado em nossas igrejas. Muitos cantam e compõem canções enfatizando essas expressões, muitas vezes sem saber o significado e sem nenhum propósito, fazem isso apenas por ser uma expressão do “momento”, ou para dar uma idéia de “intimidade” com Deus, tornando-se infelizes nas colocações das palavras, até mesmo com um duplo sentido. Cuidado, intimidade sem reverência vira desrespeito!
- É verdade que Deus nos convida para sermos seus amigos, mas cabe a nós dar a glória devida ao Seu nome! Ele é nosso amigo, mas é nosso Deus! Não devemos tratar Deus como nosso “coleguinha de escola”. Cuidado para que, em nome da “intimidade”, você não perca o respeito e temor a Deus. (Exemplo: A visão de Isaías no cap. 6 – “Ai de mim...”)
26- Deixar o auditório em pé por muito tempo
- Não canse o povo! Ficar em pé 30 minutos é uma coisa, e outra coisa é ficar em pé 50 minutos. Esteja sensível ao ambiente.
- Um público jovem consegue permanecer em pé por mais tempo, mas um público mais velho acaba se cansando mais rápido. Não há nenhum problema em adorarmos a Deus sentado.
27- Deixar de participar de outros momentos do culto
- Muitos músicos são irresponsáveis e acabam comprometendo o andamento do culto. Participam apenas do momento dos cânticos, mas logo após saem do culto para fazerem outras coisas: conversar com amigos, comer, namorar, etc.
- Temos uma grande responsabilidade do culto que está em nossas mãos, por isso não podemos nos dar ao luxo de termos atitudes egoístas, infantis e irresponsáveis (I Co 3:1-2). Lembre-se: somos ministros de Deus!
28- Não ter um mínimo preparo para atuar na equipe de som
- É importante estudar e conhecer os equipamentos de som para poder utilizá-los da melhor maneira, evitando também danos nos equipamentos por causa do seu uso inadequado. Existem muitos “curiosos” atuando nesta área.
- Cuidado com o volume dos instrumentos para não saturar o ambiente e provocar incômodo aos ouvintes.
- Lembre-se que o volume das vozes deve ser maior em relação aos instrumentos para que as pessoas entendam o que está sendo falado ou cantado.
- Sua participação no culto é fundamental. Fique atento! Não fique “viajando”. Concentração total!
- Seja amável e educado quando as pessoas vierem te falar ou orientar algo relacionado ao som.
- Não atrapalhe a ministração. Quando surgir algum problema, seja discreto para poder solucioná-lo.
- Depois de mixado os volumes, não há mais necessidade de ficar mexendo na mesa de som. Portanto, não mexa, pois isso atrapalha o bom andamento da ministração.
- Cuide dos equipamentos e seja zeloso pelas coisas de Deus.
29- Não ter um mínimo preparo para atuar na equipe de dança
- Muitos são bem intencionados, mas não possuem o preparo suficiente para dançar.
- Expressão: é importante a expressão facial e corporal, e deve ser condizente com a música que está sendo ministrada.
- Roupas: é importante ser prudente e discreto para que não venha causar polêmica e escândalo dentro da igreja. Tomar cuidado para não tornar a dança algo sensual.
- Técnica e estilo: Todos devem conhecer os vários estilos (balé, street dance, etc), lembrando que cada estilo deve ser coerente ao tipo de música. O sincronismo entre o grupo é um fator muito importante.
30- Atuar no ministério por obrigação e sem alegria
- Quando realizamos a obra de Deus por obrigação não há alegria, mas se torna peso. Você gosta quando alguém vai fazer algo para você por obrigação? Será que Deus gosta quando vamos serví-lo por obrigação? Com certeza, isso não agrada a Deus.
- Se a obra do Senhor tem sido um fardo para nós ou estamos realizando o serviço por obrigação, então é melhor deixarmos o ministério.
- O nosso serviço deve ser com alegria – “Servi ao Senhor com alegria...” (Sl 100:2).
- Valorize o ministério! Valorize esse instrumento poderoso para a edificação da igreja e veículo de evangelização. Você foi escolhido por Deus, portanto, leve a sério o ministério!
Escrito por Ronaldo Bezerra - Publicado no Supergospel com autorização
O artigo acima foi escrito pelo Ronaldo Bezerra, quem quiser entrar em contato com ele, atente para os contatos abaixo.
“Filhos meus, não sejais negligentes, pois o Senhor vos escolheu para estardes diante dele para o servirdes, para serdes seus ministros e queimardes incenso” – II Cr 29:11
Ronaldo Bezerra - Contato ( Shows e Eventos ) - (011) 6190-1839 (das 10hs as 17:30hs) ou (011) 7452-6038 - Falar com Gabriel Baldin.
******(Ronaldo Bezerra tb enviou este artigo para quem está inscrito no seu site)
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Dicas ao Dirigente de louvor
Por: M.Giovani Bianchini
1- Definindo Louvor e Adoração.
2- Uma palavrinha sobre música.
3- Ministros e Dirigentes de louvor.
4- Uma palavrinha sobre ministração.
5- Preparando a Ministração do louvor congregacional.
6- Dicas ao dirigente de louvor.
7- Qualidades e Características desejáveis nos Dirigentes de louvor.
1- Definindo Louvor e Adoração.
De acordo com a Bíblia, o louvor está associado com a idéia de agradecimento, elogio, valorização, glorificação, exaltação, por aquilo que Deus faz (fez, fará) em nossa vida ou na dos outros. (Sl. 145:4; Sl. 147:12-13; Is. 25:01; Lc. 19:37), ou seja, nós louvamos a Deus por Suas obras, bênçãos, curas, livramentos, perdão, graça, amor, misericórdia, cuidado, etc. O louvor está sempre associado a uma ação de Deus. Deus age(agiu, agirá) e seu povo O louva(agradece, exalta, elogia, etc.). Contudo, o motivo principal do louvor é a Salvação em Cristo.
Esta expressão se refere ao louvor cantado, prestado pelas pessoas quando estão reunidas. Louvor coletivo.
A palavra adoração assim como outras palavras admiráveis como ?graça? e ?amor? podem ser mais facilmente experimentadas do que descritas. Assim escreveu A. P. Gibbs em seu livro ?Adoração?. Porém, passeando pela Bíblia vemos que a adoração está associada com a idéia de culto (resposta), reverência, veneração, por aquilo que Deus é (Santo, Justo, Amoroso, Soberano, Misericordioso, Imutável, etc.). (Sl.96:9; Ap. 4:8-11; Ap. 7:11-12; Ap. 11:16-17), ou seja, independente do que Deus faz, fez ou fará, nós O cultuamos (O adoramos), pela sua pessoa(sua natureza e caráter), por aquilo que Ele é. A adoração é melhor representada pela comunhão pessoal que temos com Deus, pois é através do nosso relacionamento com Ele, é que conhecemos melhor a Sua pessoa. A adoração também pode ser descrita como toda e qualquer reação que temos para com Deus. Essa reação, por sua vez, também se encontra intimamente ligada ao conhecimento(revelação) que temos da pessoa de Deus.
Obs.: Tanto o louvor quanto a adoração, devem estar presente em tudo o que fizermos. Eles devem ser manifestados no falar, pensar, vestir, trabalhar, estudar, orar, cantar, etc. Porém, nos cultos da igreja atual, a forma mais popular de expressar o louvor e adoração é por meio de música (cânticos e hinos).
2- Uma palavrinha sobre música.
A música desempenha um papel essencial dentro do nosso ministério. Ela é o meio principal que utilizamos para servir a Deus e a Igreja. Sem a música nosso ministério não existiria. Devido a grande importância que a música tem em nosso ministério, há algumas coisas que devemos saber acerca dela:
A música, mais do que qualquer outra arte, exerce uma forte influência sobre a vida das pessoas. Vejamos: a) - A música é capaz de produzir sentimentos dentro de nós (ex.: alegria, tristeza, medo, etc.). b) - A música pode nos levar a diferentes tipos de reações (ex.: rir, chorar, ficar apreensivo, relaxar, etc.). c) - A música é capaz de influenciar o nosso comportamento (ex.: andamos mais rápido, produzimos mais, somos motivados a comprar determinado produto, etc.). d) - A música tem o poder de gravar mensagens em nossa mente para toda a vida (ex.: um casal de idosos que se lembram perfeitamente da letra da música que costumavam ouvir há 60 anos quando estavam namorando, uma pessoa de 90 anos de idade que lembra de uma música que aprendeu na sua infância, etc.). Realmente, a música possui uma força que não pode ser ignorada.
Em nosso caso, não podemos ignorar o poder da música na transmissão e consolidação de mensagens durante nossos cultos, encontros, acampamentos, etc. Sally Morgenthaler disse ?...com exceção do Espírito Santo, a música é o elemento mais poderoso do culto. Ela tem uma capacidade incrível de abrir o coração humano para Deus, tendo acesso mais rápido e mais profundo à alma, sendo mais permanente que qualquer outra forma de arte ou oratória humana.? Sem dúvida, a música é capaz de tocar pessoas de uma maneira que um sermão não consegue. Além disso, a música também reforça e facilita a memorização das mensagens. Martinho Lutero já sabia disso. Não foi à toa que ele afirmou ?Sei que amanhã, segunda-feira, vocês vão esquecer o que eu estou falando agora no meu sermão. Mas os hinos que os faço cantar jamais vão ser esquecidos?.
Apesar de tudo isso, uma das mais poderosas influências que a música exerce sobre o ser humano é na formação do seu caráter. O filósofo Aristóteles disse: ?a música tem o poder de formar o caráter?. E, ele tinha razão. Não é de se admirar a enorme depravação moral que a humanidade está vivendo em nossos dias, sem contar a grande onda de violência e o exagerado consumo de drogas e bebidas. Isso tudo se deve em grande parte a qualidade das músicas(letras) que a nossa geração está escutando. Mais do que em qualquer outra época, a música tem sido a principal comunicadora de valores para a geração de hoje. Ela tem moldado de forma significativa o nosso caráter, dizendo como devemos agir, pensar e nos comportar. Por isso, se não usarmos a música para espalharmos os valores de Deus, os valores do mundo vão ter acesso ilimitado a nossa geração inteira.
Obs.: É importante sabermos que não existe música sagrada ou música profana. O que faz uma música ser sagrada ou profana é a letra contida nela, ou seja, sua mensagem, e não o seu estilo ou ritmo.
A música é um assunto que divide, separa gerações, regiões do país, tipos de personalidades e até mesmo membros da mesma família. Isso se deve a dois fatores:
Primeiro, a intimidade que cada pessoa tem com um tipo de música está em grande parte relacionada ao contexto cultural em que essa pessoa cresceu. A linguagem musical de uma cultura pode ter significado maior, menor ou diferente para diversos indivíduos naquela sociedade, e poderá ter pequeno ou nenhum significado para as pessoas que estejam fora daquela cultura. Por exemplo, uma música africana dificilmente terá algum significado para uma pessoa que nasceu e cresceu no Japão, e vice-versa.
Segundo, cada pessoa tem uma forma diferente de perceber a música e, nenhum estilo de música provoca em todas as pessoas o mesmo sentimento. Por exemplo, um pessoa que tem afinidade com música clássica dificilmente será tocada por uma música do tipo Heavy Metal. O mesmo acontece com uma pessoa que gosta de música Sertaneja, dificilmente ela será tocada por uma música do tipo Jazz. Por este motivo, é muito importante temos em mente, que é impossível agradar o gosto musical de todas as pessoas, e que também, independente do estilo de música que usarmos em nossos cultos, atrairemos e manteremos determinados tipos de pessoas e perderemos outras.
Além de comunicar valores, produzir sentimentos e reações, influenciar o nosso comportamento e facilitar a memorização de mensagens em nosso cérebro, a música também é grandemente utilizada para expressar aquilo que ele sentimos (amor, alegria, desilusão, paz, etc.). Isto porque a música torna muito agradável a maneira de expressarmos aquilo que sentimos. Em nosso contexto, a música, entre outras coisas, também é utilizada para expressar o que sentimos por Deus.
3- Ministros e Dirigente de louvor.
Considerando que a ministração não é algo realizado individualmente, podemos considerar então que ministros de louvor são todos aqueles que estão envolvidos, direta ou indiretamente, na ministração do louvor (instrumentistas, cantores, operadores/montadores de som, operadores de retroprojetor, e outras funções ligadas à área). Em outras palavras, ministros de louvor são todos aqueles que servem a igreja na área de música.
O dirigente de louvor ou líder de adoração, é aquele que têm como função principal conduzir(dirigir) o momentos de cânticos nos cultos, levando as pessoas a expressarem o seu amor, o seu louvor e a sua adoração a Deus através da música. Além conduzir as pessoas, o dirigente de louvor, também é responsável pela condução(direção) dos cantores e instrumentistas dentro da música, definindo quais partes serão repetidas, as introduções, as entradas, os finais, etc. Outra função que o dirigente do louvor desempenha, durante os momentos de cânticos, é o de ministrar a vida das pessoas.
4- Uma palavrinha sobre ministração.
Ministrar significa servir. Em outras palavras, é aquilo que oferecemos à alguém. A ministração pode ser dividida em dois tipos: uma que é dirigida à Deus e outra que é dirigida ao próximo.
Essa ministração é direcionada exclusivamente a Deus. Seu sentido deve ser sempre na vertical (para cima). A ministração dirigida à Deus têm como alvo principal proporcionar alegria ao coração do Senhor. Ela consiste basicamente em expressar o nosso amor a Deus, reconhecer a nossa dependência dEle, reassumir o compromisso de obedecer a Sua palavra, apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável ao Senhor, e sobre tudo, oferecer-lhe aquilo que somente Ele é digno de receber: Glória, honra, louvor e adoração.
O único tipo de ministração que agrada a Deus é a aquela que oferecida com sinceridade de coração. Porém esta ministração só será aceita se for oferecida por intermédio de Jesus Cristo (João 14:6; Hebreus 13:15).
Essa ministração é direcionada exclusivamente para o próximo. Seu sentido deve ser sempre na horizontal (para os lados). A ministração dirigida ao próximo têm como alvo principal confortar, encorajar, edificar e provocar transformação na vida das pessoas. Ela consiste basicamente em ir de encontro as necessidades do próximo, em levá-los a se reconciliar com Senhor, em trazer-lhes esperança de uma nova vida em Cristo, em ensiná-los a viver com Deus, em exortá-los a ter um relacionamento mais profundo e íntimo com o Senhor, em mostrar-lhes que a nossa meta é ter um caráter moldado à semelhança de Cristo, e entre outros, produzir mudança de estilo de vida.
O tipo mais profundo de ministração é aquele que faz diferença no dia-a-dia das pessoas. Se quisermos mudar vidas, devemos preparar uma ministração para impactar as pessoas, e não apenas para informá-las. A nossa ministração deve buscar sempre ser clara, relevante e aplicável.
Algo que irá fazer uma grande diferença em nossa ministração é o amor com que ministramos. Quando as pessoas sabem e sentem que nós as amamos, elas nos ouvem e se deixam ser conduzidas por nós. Para amar as pessoas nós precisamos nos aproximar delas, e quando nós nos aproximamos delas, o nosso poder de impactá-las é muito maior. O amor também é essencial quando ministramos ao Senhor, pois Ele está mais interessado na intenção do nosso coração e no amor com que correspondemos ao Seu amor por nós, do que no serviço que prestamos(oferecemos) a Ele. O amor deve nortear tudo o que fizermos. Sem amor a nossa ministração não passa de barulho.
5- Preparando a ministração do louvor congregacional.
O Espírito Santo está mais presente em um planejamento cuidadoso do que em uma improvisação descuidada. Sendo assim, segue abaixo alguns pontos que irão nos auxiliar na preparação da ministração do louvor congregacional.
Esta é a parte mais importante na preparação da ministração do louvor. É através de uma vida de comunhão e de intimidade com o Senhor que recebemos unção e direção para ministrar e dirigir o louvor. Muitas vezes usamos primeiramente nossas mentes e métodos, e só então buscamos a benção de Deus para aquilo que já criamos. Com certeza cometemos esse erro mais vezes do que gostaríamos de admitir. É realmente uma grande tentação mergulhar e crer em nossas próprias tendências, desejos, habilidades e planos antes de checá-los com Deus e buscar seu coração e mente para a preparação da ministração. Porém, quando fizermos da comunhão com Deus uma prioridade, iniciaremos e terminaremos tudo o que fizermos em diálogo com o Pai e, desta forma, conheceremos sua mente e receberemos sua benção.
É muito importante que pastor e dirigente de louvor estejam sempre em perfeita sintonia. O líder de adoração precisa ser conhecedor do seu pastor, de sua visão e manter um harmonioso o relacionamento com ele. A comunicação entre dirigente de louvor e pastor é vital. Eles devem se reunir regularmente para conversarem e discutirem sobre a liturgia, o tema da mensagem, os cânticos, enfim, tudo o que diz respeito a ministração e direção do louvor congregacional.
O próximo passo na preparação da ministração é elaborarmos o que vamos ministrar. Nesta etapa escolhemos a direção que vamos ministrar (Vertical-[Deus] ou Horizontal-[Pessoas])
Apesar de parecer tudo igual na hora em que cantamos, as letras dos cânticos são classificados em diversos tipos. É importante sabermos o tipo de letra de cada cântico, pois, isso vai influenciar diretamente na preparação da ministração do louvor congregacional. Cânticos de:
São cânticos cujas letras expressam elogio e agradecimento por aquilo que Deus fez, faz ou fará.
São cânticos cujas letras expressam reconhecimento a Deus por aquilo que Ele é. Este cânticos falam da pessoa de Deus(Seu caráter, Sua natureza e Suas qualidades). Dentro do tema de adoração temos cânticos cujas letras que expressam Exaltação e Contemplação.
São cânticos cujas letras tratam de engrandecer a Pessoa de Deus(Seu caráter, Sua natureza e Suas qualidades).
São cânticos cujas letras se concentram em meditar(contemplar) a Pessoa de Deus(Seu caráter, Sua natureza e Suas qualidades).
Ainda dentro do tema de adoração podemos ter cânticos cujas letras tratem de Consagração, Adoração Profética, Confissão e Clamor.
São cânticos cujas letras tratam da dedicação de nossas vidas a Deus, da nossa Santificação, etc.
São cânticos cujas letras tratam da Volta de Cristo, seu reinado eterno, etc.
São cânticos cujas letras tratam de arrependimento, reconhecimento do pecado, desejo de mudança de vida, etc.
São cânticos cujas letras expressam súplicas a Deus, pedido de misericórdia, auxílio, etc.
São cânticos cujas letras tratam de unidade, comunhão entre as pessoas. Este tipo de cântico muitas vezes são empregadas e expressadas de maneira errônea. É comum vermos pessoas, durante o momento que são ministrados estes cânticos, de olhos fechados e mãos levantadas. A maneira adequada para cantarmos estes cânticos é de olho aberto, olhando para o rosto do irmão que está ao lado, apertando-lhe a mão e o abraçando. A finalidade destes cânticos é estreitar os laços da congregação, expressar comunhão e quebrar barreiras interpessoais. Estes cânticos devem ser cantados para as pessoas e não para Deus.
São cânticos que dão ênfase à batalha espiritual contra o inimigo de nossas almas, proclamam a vitória de JESUS na cruz e a derrota de satanás.
Uma das funções mais importante da música em qualquer cultura(sociedade) é de servir de apoio ao seu sistema de valores, sejam eles políticos, sociais ou religiosos. Os cânticos classificados como doutrinários, são cânticos cujas letras expressam os nossos princípios e valores.
São cânticos cujas letras expressam alegria pelo Senhor, pelos Seus feitos, etc.
São cânticos cujas letras expressam esperança de ver a glória de Deus, o seu agir, etc.
São cânticos cujas letras tratam da Salvação em Cristo, do amor de Deus por nós, etc.
São cânticos cujas letras tratam da importância de servir, tratam do chamado para trabalhar no Reino de Deus, etc.
São cânticos cujas letras tratam de temas como casamento, batizados, etc.
São cânticos cujas letras contém em suas estrofes mais de um tipo de classificação. Por exemplo louvor e exaltação, ou expectativa e adoração, etc.
Obs.: É muito importante que o dirigente de louvor tenha uma lista com o nome dos cânticos e a respectiva classificação de suas letras.
A ultima coisa a ser feita na preparação da ministração do louvor é a escolha dos cânticos. Porém isso não a faz menos importante, pelo contrário, os cânticos são a essência da ministração do louvor. Sendo assim, segue abaixo algumas dicas e alguns cuidados que devemos ter na hora de escolher os cânticos:
O primeiro cuidado que devemos ter na hora de escolher os cânticos, é procurar saber qual será o tema principal da reunião. É muito importante estar atento a este cuidado, para evitar que, em um culto de caráter evangelístico, por exemplo, sejam escolhidos cânticos sobre batalha espiritual. O que tornaria a nossa ministração ineficaz (inútil, inoperante). O ideal é que os cânticos estejam sempre em harmonia com o tema da reunião. Porém, isso não é regra absoluta. Como o Espírito Santo é o coordenador de tudo, algumas vezes Ele poderá querer que a ministração do louvor ocorra independente do tema da reunião. Por exemplo, num culto cujo o tema seja sobre relacionamento familiar, o Espírito Santo pode direcionar a escolha dos cânticos para que o Senhor seja exaltado como Rei ou como Pai amoroso, como Deus Forte, etc. Isso por que o Espírito Santo tem objetivos a cumprir em cada culto através do louvor e, ninguém melhor do que Ele para saber o que agradará a Deus naquele dia. Se o Senhor quer júbilo ou prostração, louvor ou consagração, etc. Por isso a necessidade de estar em íntima sintonia com Ele.
Outro cuidado muito importante a ser observado na escolha dos cânticos, é saber qual será o tempo disponível que teremos para ministrar o louvor. Por exemplo, se tivermos 30 minutos disponíveis, dificilmente conseguiremos encaixar 15 cânticos dentro deste tempo. Essa informação deve ser obtida com o pastor ou com o responsável pela liturgia.
Após conhecido o tema da reunião e o tempo disponível que teremos para ministrar, o próximo passo é fazer uma pré-seleção dos cânticos. Para isso é necessário que o dirigente de louvor tenha em mãos uma lista de todos os cânticos que a igreja canta. Esta pré-seleção deve conter, de preferência, mais do que o dobro da quantidade dos cânticos que serão ministrados. Por exemplo, se vamos ministrar 5 cânticos, o ideal é que a pré-seleção tenha entre 10 e 12 cânticos.
É muito importante que o dirigente de louvor tenha uma planilha de controle dos cânticos que são ministrados a cada culto. Pois além de auxiliar no acompanhamento da ultimas seleções, ela também evitará que alguns cânticos sejam repetidos com muita freqüência. Se a equipe de louvor tocar sempre os mesmos cânticos, chegará uma hora que o louvor ficará mecânico. Um estudo feito por uma companhia Norte Americana, descobriu que depois de um canção ser executada mais de 50 vezes, as pessoas não pensam mais no significado da letra e cantam sem perceber o que estão falando. Por este motivo é bom que o dirigente de louvor evite escolher sempre as mesmas músicas em todas as reuniões. O ideal é dar um intervalo de 2 a 3 meses para repetir um mesmo cântico.
Como já sabemos, é letra da música que a torna santa ou profana, por isso, é muito importante que a letra da música esteja sempre biblicamente correta. Este cuidado deve ser observado especialmente no caso de músicas novas. É importante também estar atento para possíveis erros de português.
As primeiras músicas não devem ser de louvor propriamente dito, principalmente se a ministração do louvor for antes da mensagem. Dificilmente alguém começa a adorar ao senhor logo no primeiro cântico. É preciso haver uma preparação espiritual, física e emocional. Neste caso, podem ser escolhidas músicas cujas letras tratem: de Relacionamento, de Alegria, de Convite para o Louvar, de expectativa pelo Senhor ou de Guerra. Também podemos usar este período para ensinar músicas novas. Porém, se a ministração do louvor for logo após a mensagem, podem ser escolhidas músicas cujas letras expressem diretamente: Louvor, Adoração, Exaltação, Contemplação, ou ainda, de preferência, que complementem ou reforcem a mensagem.
Obs. O período de louvor não é uma preparação para a ministração da Palavra. O louvor e a Palavra são dois ministérios com características e peculiaridades parecidas, porém com finalidades diferentes. ?O louvor é a comunicação do homem com Deus; e a pregação da Palavra é a comunicação de Deus com o homem?. No entanto, na fase final do louvor, poderá haver uma ligeira fusão entre os dois ministérios.
6- Dicas ao dirigente de louvor.
O dirigente de louvor é o referencial para a igreja e para a equipe de louvor. Por este motivo ele deve ser o primeiro a conhecer a música de cor, sem precisar de ficar olhando toda hora para a transparência, para cantar a letra. É o dirigente que dá segurança e estabilidade para o grupo e para a igreja. Se ele não conhecer a música estará dando brecha para que a execução saia errada, e a ministração seja comprometida. Porém, caso o dirigente tenha dificuldade em memorizar os cânticos, ele pode usar uma estante(suporte) para colocar as cópias das letras, e assim acompanhar os cânticos.
O dirigente de louvor tem que estar a vontade no altar. Ele tem que caminhar por todos os lados. Existem dirigentes que são como estátuas, ficam parados no mesmo lugar durante todo o Louvor. A Igreja acaba ficando parada, fria e imóvel também. Outros se mexem tanto, correm tanto e fazem tantos gestos, que mais parecem atletas excepcionais ou professores de aeróbica. A congregação fica cansada só de olhar e acompanhar. O dirigente de louvor tem que ter a prática de caminhar (isto impõe segurança), ele deve procurar se expressar com gestos em alguns cânticos (isso gera participação da Igreja), ele deve ter o hábito de olhar nos olhos da congregação em geral (isso mostra confiança, segurança e autoridade. Alguns dirigentes fecham os olhos e esquecem do resto, principalmente de observar o fluxo na Igreja, esta atitude é prejudicial para o bom desempenho do louvor congregacional), o dirigente também pode se ajoelhar em momentos de adoração (isso mostra submissão e humildade). Tudo isto deve ser feito com prudência, sabedoria e sensibilidade espiritual.
O dirigente de Louvor que segue exatamente aquilo que estava programado nos ensaios, podem estar falhando na sensibilidade musical e espiritual. É obvio que não é normal ficar mudando a direção dos cânticos, mas sempre é preciso estar atento para saber quando deve-se fazer sinal aos músicos para tocarem mais suave, mais baixo ou mais alto, ou para que deixem só a congregação cantando junta, ou que se repita várias vezes o mesmo coro, ou ainda, que faça silêncio absoluto para uma maior busca, entrega e sensibilidade ao mover do Espírito Santo, que se inicie mais uma vez a canção para maior aproveitamento ou que os músicos continuem tocando a melodia da canção para que a Igreja possa cantar um cântico novo pessoal e espiritual. O dirigente tem que ter sensibilidade e flexibilidade durante a ministração de louvor, pois a vontade de Deus nem sempre é a do homem, por mais que sejamos organizados e programados.
Durante a ministração do louvor, o dirigente deve procurar não falar nada, apenas deixar que o próprio cântico fale ao coração das pessoas. Falar demais acaba atrapalhando o mover do Espirito Santo nas pessoas. Porém, não falar nada, causa vazio no Louvor Congregacional. Instruções durante os cânticos não produzem louvor nem adoração, entretanto, podem da direcionamento significativo à expressão coletiva. O dirigente de louvor deve procurar falar somente o necessário.
No louvor congregacional as expressões são fundamentais. Elas dão vida ao louvor e a adoração coletiva, além de reforçar o significado daquilo que estamos cantando. E é responsabilidade do dirigente de louvor incentivar e facilitar as expressões durante os momentos de louvor. Por exemplo, se o povo não está batendo palmas com firmeza e união, deve-se falar e pedir para que batam palmas, se no momento de adoração a maioria estiver desligada e distraída, pode-se, por exemplo, pedir para que todos fechem os olhos, que levante as mãos e que comecem a falar palavras de amor, de agradecimento e sinceridade ao Senhor. Se no momento de Louvor perceber que o povo não está cantando e correspondendo pode-se tranqüilamente pedir aos músicos que parem de tocar para ouvir apenas as vozes da congregação cantando juntos, formando um lindo coral de vozes ao Senhor. É importante sabermos que nós não somos ?animadores? de culto. No culto há dirigentes de louvor. Seu papel é incentivar e facilitar as expressões simultâneas e espontâneas das pessoas. O dirigente de louvor que se preocupa somente em cantar e falar o tempo todo, limita o louvor e a adoração aos cânticos. O bom dirigente de louvor gera a participação das pessoas durante os momentos de louvor, incentivando e facilitando as expressões.
Por último, um elemento que irá fazer a grande diferença, não somente para quem dirige o louvor, mas também para quem participa do louvor é a certeza da presença de Deus. É muito importante para todo aquele que participa do louvor ter a certeza de que Deus está presente. Ora, como iremos adorá-lo sem ter a certeza da sua presença? Como iremos cantar para Ele, se ainda duvidamos que Ele está entre nós? Sem dúvida, um dos principais motivos pelos quais a igreja é tão fria na hora de expressar o seu louvor a Deus, é falta da certeza da presença de Deus em seu meio. É preciso sabermos que em todos os nossos cultos somos assistidos por Deus. Desde a primeira oração, passando pelos testemunhos, pela pregação, pelas arrecadações e principalmente durante o louvor, Deus está presente. Seu Espírito está passeando entre nós trazendo cura, libertação, avivamento, salvação, etc.
7- Qualidades e Características desejáveis nos dirigentes de louvor.
Obs.: O bom dirigente de louvor se concentra primeiramente em ser uma pessoa de Deus antes de fazer o trabalho dEle
Fonte: http://www.webservos.com.br/music/artigos/artigos_show.asp?id=63